- A Flórida abriu ação civil contra a OpenAI e o CEO Sam Altman, na segunda-feira, acusando dez crimes e dizendo que o ChatGPT ajudou no planejamento de um atentado na Universidade Estadual da Flórida em abril de 2025, além de conexão com os assassinatos na Universidade do Sul da Flórida no mesmo mês.
- A Procuradoria afirma que a empresa priorizou lucro à segurança dos usuários, e que a introdução negligente do ChatGPT no mercado contribuiu para tragédias, incluindo aumento de homicídios e suicídios; também sustenta que o chatbot simula empatia e facilita dependência de menores.
- A ação lista dez crimes, entre eles quatro de práticas comerciais enganosas e desleais, duas de negligência, duas de violação de leis de responsabilidade por produtos defeituosos, uma de declaração fraudulenta e uma de perturbação da ordem pública; e solicita sanções para restringir a coleta de dados de menores e responsabilizar Altman pessoalmente.
- A Flórida tornou-se o primeiro estado dos EUA a processar a OpenAI por questões de segurança pública e proteção ao consumidor; as informações foram divulgadas pela NBC News.
- A OpenAI afirmou, em nota, que a tecnologia é poderosa e requer medidas de segurança, destacando recursos de moderação existentes e dizendo que implementou novas barreiras de proteção em novembro passado.
O estado da Flórida abriu, nesta segunda-feira, uma ação civil contra a OpenAI e o CEO Sam Altman. A acusação envolve o ChatGPT e afirma que a empresa priorizou o lucro em detrimento da segurança dos usuários, com alegações de desrespeito aos riscos à vida humana.
Segundo a denúncia, o ChatGPT teria colaborado com o planejamento de um massacre na Universidade Estadual da Flórida em abril de 2025 e estaria ligado aos assassinatos de dois estudantes na Universidade do Sul da Flórida no mesmo mês. A Procuradoria-Geral local sustenta que tais incidentes demonstram falhas graves de governança.
A ação destaca que a Flórida se tornou o primeiro estado dos EUA a processar a OpenAI por questões de segurança pública e proteção ao consumidor. A denúncia foi divulgada pela imprensa após divulgação de documentos oficiais.
Entre os crimes atribuídos à OpenAI, a procuradoria cita dez infrações, incluindo práticas comerciais enganosas, negligência, violação de leis de responsabilidade por produtos defeituosos e perturbação da ordem pública. Sanções pedidas incluem restrições à coleta de dados de menores e medidas para ampliar a transparência sobre riscos.
A acusação também busca responsabilizar pessoalmente Sam Altman, argumentando gestão dolosa e imprudente. A Procuradoria-Geral afirma que a plataforma foi introduzida de forma negligente no mercado, contribuindo para aumento de homicídios e suicídios, segundo a queixa.
A OpenAI, em nota, negou as acusações e ressaltou que a inteligência artificial é uma tecnologia poderosa que requer medidas de segurança, especialmente para usuários infantojuvenis. A empresa informou que implementou barreiras de proteção adicionais recentemente e que trabalha para aprimorar moderação e segurança.
Entre na conversa da comunidade