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Requião Filho acusa governo do Paraná de trambique e não negocia cargos

Requião Filho acusa governo do Paraná de trambique, afirma não negociar cargos e busca coalizão ampla para reverter privatizações e reduzir custos públicos

Requião Filho, em entrevista exclusiva à Tribuna do Paraná. (Foto: Divulgação/Eduardo Matysiak)
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  • Requião Filho (PDT) lançou sua pré-candidatura ao governo do Paraná em 30 de maio, ao lado da ex-ministra Gleisi Hoffmann, buscando uma frente com até nove partidos para enfrentar Sergio Moro.
  • O parlamentar se apresenta como outsider e afirma não negociar cargos, criticando o “fisiologismo” na política paranaense e prometendo debater o Paraná de forma ampla.
  • Entre as propostas estão a reversão da privatização da Copel, revisão dos contratos de pedágio e a aplicação de alíquota zero de ICMS para micro e pequenas empresas até o fim da década.
  • A formação de alianças envolve PT, Rede, PSOL, PV, Solidariedade e outras siglas, com o PDT buscando apoio de setores de esquerda e centro-esquerda para ampliar a base eleitoral.
  • O projeto destaca melhora da educação, segurança e custo de vida, além de criticar a gestão atual de Ratinho Júnior e defender a recuperação das ações da Copel, caso necessário.

A candidatura de Requião Filho ao governo do Paraná foi anunciada neste sábado (30/05) em parceria com a ex-ministra Gleisi Hoffmann, que disputa o Senado. O PDT aposta no perfil outsiders para enfrentar a crise econômica e a gestão atual. A entrevista concedida à Tribuna do Paraná abriu o tom da campanha.

O parlamentar afirma que quer ampliar apoios e formar uma frente com até nove siglas para enfrentar Sergio Moro. Ele critica o que chama de fisiologismo na política paranaense e aponta a necessidade de debater emprego, impostos e educação. O discurso mira ampliar o debate sobre o futuro do estado.

Requião Filho diz que não aceitará cargos em troca de alianças. Ele afirma que a construção de alianças envolve propostas e não favorecimentos, destacando conversas com PT, Rede, PV, PSOL e Solidariedade. O objetivo é mobilizar militância e ampliar espaço na programação eleitoral.

Alianças e estratégia eleitoral

A costura de uma frente ampla envolve diálogos com partidos de diferentes spectra, incluindo o PSB em nível nacional. O pré-candidato afirma que a militância é maioria nas siglas que acompanham o projeto e que grupos locais já manifestaram apoio, embora haja resistência a acordos locais que envolvam cargos.

Segundo ele, a maior dificuldade é romper com acordos locais que vinculam cargos e salários. A meta é consolidar uma base que garanta tempo de televisão e candidatura própria, sem depender de indicações de quem já está no poder. A militância tem sido o principal motor.

Requião Filho ressalta que não se coloca como porta-voz de acordos por Brasília. Afirmou que a relação com as siglas é baseada em propostas para o Paraná, com foco em educação pública, segurança e saúde. A ideia é devolver protagonismo ao eleitor e às bases.

Propostas para educação, impostos e setor público

A proposta de educação visa recuperar planos de carreira, formação continuada e infraestrutura. O pedetista critica a terceirização e defende salários dignos para profissionais, bem como concursos periódicos e melhorias físicas das escolas. A realidade escolar exige planejamento constante.

Entre as medidas financeiras, o candidato sugere revisão de incentivos fiscais e monitoramento de contratos para reduzir gastos públicos. A meta é liberar recursos para saúde, educação e segurança, sem prejudicar serviços essenciais. A economia seria reorientada com foco social.

Em relação ao Copel, Requião Filho defende a revisão da privatização ou sua reversão, citando irregularidades apontadas em investigações. A ideia é recomprar ações para assegurar tarifa mais justa e equilíbrio entre lucro e serviço público. A gestão da energia seria reorganizada.

Energia, economia e governança

O PDT classifica o custo de vida no estado como elevado, apontando o IP da energia, água e pedágios como entraves. O propostas buscam reduzir tarifas, aumentar competitividade da indústria e melhorar o poder de compra do consumidor paranaense. A ênfase está no combate ao custo Paraná.

No campo econômico, o candidato propõe incentivo a pequenas empresas com alíquota zero de ICMS até o fim da década. O objetivo é estimular o crescimento de micro e pequenas empresas, reduzindo ônus tributário e estimulando empregos formais.

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