- Luis Felipe Salomão, vice‑presidente do Superior Tribunal de Justiça, defende uma reforma estrutural para deixar o Judiciário mais funcional, eficiente e rápido.
- Em entrevista, ele ressaltou o uso da inteligência artificial na Justiça e afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral está preparado para enfrentar desafios tecnológicos nas eleições.
- O ministro destacou o Fórum de Lisboa, integrado à Semana do Brasil em Portugal, como espaço de debate global sobre democracia, tecnologia e economia.
- Ele lembrou que a Constituição de mil novecentos e oitenta‑eight ampliou o acesso à Justiça e que a litigiosidade cresceu, com ações passando de cerca de trezentos e cinquenta mil por ano para cerca de trinta e cinco milhões.
- Salomão alertou que práticas de desinformação podem levar a inelegibilidade e cassação de mandato, e disse que a Justiça Eleitoral já consolidou entendimentos para manter a igualdade da disputa.
O vice-presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, defende uma reforma estruturante do Judiciário para torná-lo mais rápido e eficiente. Em entrevista ao JR ENTREVISTA, ele destacou o uso da inteligência artificial na Justiça e comentou os preparativos da Justiça Eleitoral para as eleições.
Salomão ressaltou a projeção internacional do Fórum de Lisboa, integrado à Semana do Brasil em Portugal. O ministro afirmou que o debate atraiu autoridades, especialistas e acadêmicos, discutindo democracia, cultura, tecnologia e economia.
Segundo ele, a Constituição de 1988 ampliou o acesso à Justiça, o que gerou aumento expressivo da litigiosidade no país. Em termos, as ações passaram de cerca de 350 mil para aproximadamente 35 milhões. O principal desafio, para o magistrado, é estrutural.
Para Salomão, o Judiciário precisa repensar seu funcionamento institucional. A demora na tramitação de processos é apontada como principal reclamação da sociedade. Ele afirma que apenas uma reforma pode tornar o sistema mais funcional e ágil.
O ministro avaliou debates sobre transparência, remuneração e códigos de conduta. Acredita que a magistratura já possui normas éticas e mecanismos de controle, mas reconhece que o problema é sistêmico, envolvendo gestão, estrutura e volume de ações.
Sobre as eleições diante de novas tecnologias, como deepfakes, Salomão disse que a Justiça Eleitoral está preparada. Segundo ele, o país possui um dos melhores sistemas e um tribunal preparado para lidar com avanços tecnológicos.
Salomão mencionou que a Justiça Eleitoral já consolidou entendimentos para combater a disseminação de informações falsas e disparos em massa. Ele alerta que tais práticas podem gerar inelegibilidade ou cassação de mandato.
Ao encerrar, o ministro reafirmou confiança no processo eleitoral brasileiro, afirmando que a eleição será tranquila e serena, “a festa da democracia”. O programa está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
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