- Nesta terça-feira, 2, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que a Polícia de São Paulo tem autonomia para investigar, após a operação ligada ao filme Dark Horse e a uma secretaria da Prefeitura.
- A Operação Wi-Fi cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços de Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, e em empresas ligadas ao ICB (Instituto Conhecer Brasil).
- O inquérito apura superfaturamento e desvio em contrato de R$ 108 milhões entre o ICB e a prefeitura para instalação de pontos de wi‑fi gratuitos, com investigação sobre possível direcionamento à produção do filme.
- O prefeito Ricardo Nunes criticou a ação como perseguição política; o senador Flávio Bolsonaro sugeriu perseguição estatal para influenciar eleições.
- Tarcísio afirmou que a polícia é instituição de Estado e não pode ser interferida, destacando que a operação ocorreu a pedido do Ministério Público.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a Polícia paulista tem autonomia para conduzir investigações, um dia depois de a operação com buscas atingir a produtora do filme Dark Horse e uma secretaria da Prefeitura. A declaração ocorreu em Rio Claro, no interior, nesta terça-feira.
A ação, conhecida como Operação Wi-Fi, cumpriu oito mandados de busca e apreensão. Foram alvo endereços residenciais e comerciais de Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora do filme, e de empresas ligadas ao ICB (Instituto Conhecer Brasil), organização social presidida por ela.
A investigação apura superfaturamento e desvio envolvendo contrato de R$ 108 milhões firmado em 2024 entre o ICB e a prefeitura para instalação de pontos de wi-fi gratuito. Questionamentos sobre o uso de recursos miraram a produção do longa Dark Horse, segundo apuração da reportagem.
Autonomia da polícia e críticas políticas
Tarcísio disse que a operação não envolve interferência política e reiterou que a polícia é instituição de Estado. Havia uma demanda do Ministério Público que levou aos mandados de busca e apreensão, afirmou o governador.
Auxiliares de Nunes e aliados de Tarcísio criticaram o que consideraram falta de controle sobre a Polícia Civil. A Folha apurou que bolsonaristas ligaram ao governador para reclamar da operação, sem apresentar detalhes da investigação.
A operação ocorreu um dia após a divulgação de informações que ligam o caso a disputas políticas entre setores ligados ao bolsonarismo e à gestão municipal. A polícia mantém a investigação em curso, sem confirmação de novas etapas no momento.
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