- O Conar determinou, em liminar, a suspensão de peças de publicidade de casas de apostas exibidas nas transmissões da CazéTV durante a Copa do Mundo de 2026.
- A medida aponta indícios de infração às normas de autorregulamentação em merchandising, com narradores divulgando apostas em lances de tempo real e odds de baixa probabilidade.
- O despacho cita possível descumprimento do Anexo X do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CBAP) para o setor de apostas, em vigor desde dezembro de 2023.
- A CazéTV informou que vai adotar um padrão mais específico e conservador para ativações de marcas de apostas, preservando a espontaneidade do canal.
- Além da CazéTV, as casas de apostas KTO, Betnacional e Bet365 foram notificadas; terão cinco dias úteis para informar medidas de adequação às regras de publicidade responsável.
O Conar determinou a suspensão de peças publicitárias de casas de apostas exibidas nas transmissões da CazéTV durante a Copa do Mundo de 2026. A liminar foi assinada em 26 de junho de 2026 e não representa abertura de processo formal, ainda sendo analisada pelo Conselho de Ética.
O despacho aponta indícios de infração às normas de autorregulamentação em ações de merchandising. Narradores teriam divulgado apostas em lances em tempo real, com odds de baixa probabilidade, e haveria possível ausência de identificação clara da natureza publicitária.
Relator Luiz Celso de Piratininga Jr. afirmou que odds combinadas a apostas em lances iminentes podem induzir o público a erro sobre a oferta e a probabilidade de ganho. Também aponta possível descumprimento do Anexo X do CBAP, vigente desde 2023.
Na abertura de ações, a CazéTV comunicou, em 25 de junho, que mudaria a forma de divulgação de seus parceiros durante a Copa. A emissora disse adotar um padrão mais específico e conservador para ativações de marcas de apostas, mantendo a espontaneidade do canal.
Além da CazéTV, o Conar notificou as casas de apostas KTO, Betnacional e Bet365. As empresas terão cinco dias úteis para informar medidas de adequação às regras de publicidade responsável, incluindo proteção ao público infantojuvenil.
O Conar atua como órgão de autorregulamentação, composto por anunciantes, agências, veículos e profissionais do setor. Embora suas decisões não tenham força de lei, costumam ser aceitas pelo mercado.
O Poder360 tentou contato com a CazéTV via WhatsApp para solicitar posicionamento; até a publicação não houve resposta. O texto será atualizado caso haja manifestação.
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