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Vorcaro priorizou recursos para Dark Horse após pressão de Flávio Bolsonaro

Sob pressão de Flávio Bolsonaro, Vorcaro priorizou financiamento de Dark Horse, mesmo com liquidez reduzida e R$ 55,5 milhões em pagamentos pendentes

Homem de terno escuro e gravata azul segura microfone enquanto fala sentado em cadeira branca. Fundo azul exibe texto branco 'fera BR'.
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  • O Intercept Brasil revelou mensagens que apontam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, priorizou o financiamento do filme Dark Horse após pressão de Flávio Bolsonaro.
  • A decisão ocorreu em meio a dificuldades de liquidez do banco e a pagamentos pendentes que somavam R$ 55,5 milhões.
  • Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, era responsável por operacionalizar desembolsos do grupo financeiro; Thiago Miranda atuava como intermediador das negociações.
  • Em 28 de janeiro, Vorcaro declarou que o projeto era “o mais importante disparado” e passou a acompanhar diretamente os pagamentos relacionados ao filme.
  • O material também aponta previsões de aportes próximos de quase US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) e uma cobrança para destravar a operação.

Do que aconteceu, quem está envolvido, quando e onde. mensagens obtidas pelo Intercept Brasil mostram que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, priorizou o financiamento do filme Dark Horse após pressão de Flávio Bolsonaro. O episódio ocorreu em janeiro de 2025, com desembolsos ligados ao projeto a partir de Brasília e contatos envolvendo o cineasta e o intermediário Thiago Miranda.

A apuração revela também que, na época, o banco enfrentava dificuldades de liquidez e havia R$ 55,5 milhões em pagamentos pendentes. Vorcaro informou, em conversa com o cunhado Fabiano Zettel, que o projeto era “o mais importante disparado” entre as prioridades do grupo financeiro.

Detalhes adicionais

Segundo o Intercept, as conversas de janeiro de 2025 mostraram o planejamento de aportes ao longa sobre Jair Bolsonaro, com suposta previsão de quase US$ 24 milhões em recursos. A negociação envolveu interlocutores que atuam na operacionalização dos desembolsos do grupo.

Em mensagens trocadas, Thiago Miranda cobrava agilidade na liberação dos recursos, citando prazo limite e o roteirista do projeto. Vorcaro passou a acompanhar de perto o andamento dos pagamentos nos dias seguintes, conforme as mensagens.

O conteúdo também aponta que o fluxo de desembolsos era tratado em termos de pagamentos em dólar, com cronogramas relacionados a entradas de recursos não específicas. A principal mudança de prioridade ocorreu no dia 28 de janeiro, quando Vorcaro sinalizou que o pagamento do filme deveria ter prioridade.

O Intercept afirmou ter procurado Vorcaro, Zettel, Flávio Bolsonaro e Miranda para comentar as mensagens, mas não houve resposta até a publicação. A reportagem mantém o tratamento de neutralidade ao apresentar os documentos obtidos.

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