- Duas histórias de imigrantes não documentados nos EUA mostram os impactos humanos da política de tolerância zero.
- Wendy Hernández, hondurenha, foi presa no caminho ao trabalho na Flórida e deportada para Honduras; o filho de 2 anos ficou com o tio materno e, após abusos, morreu.
- Kevin González, 18 anos, tratava um câncer em Chicago; seus pais foram presos no Arizona durante a tentativa de atravessar a fronteira, ficaram 30 dias em centro de imigração, e Kevin morreu após retornar a Durango.
- O ICE atua em empresas, nas ruas e até em igrejas; no caso de Wendy houve separação de família.
- Levantamento do Brookings mostra que 145 mil crianças foram retiradas do convívio dos pais durante detenções, 36% tinham até 6 anos; 54% das crianças sem um dos pais eram de origem mexicana, seguidas por Guatemala e Honduras; muitos sobrevivem com traumas.
A imprensa noticia dois casos promovidos pela política de imigração recente nos EUA, com repercussões humanas. Wendy Hernández, hondurenha, foi presa ao ir para o trabalho na Flórida e deportada para Honduras. O filho, Orlin Josué, ficou com o tio.
Orlin Josué, de 2 anos, sofreu abusos e queimaduras durante o período em que ficou separado da mãe. Wendy pediu para levar o filho, mas o pedido não foi atendido pelo ICE, órgão de imigração americano. O garoto morreu pouco depois.
Outro caso envolve Kevin González, de 18 anos, diagnosticado com câncer grave em Chicago. Os pais, Isidoro e Norma, tentaram atravessar a fronteira para ficar próximos, mas foram detidos no Arizona e passaram 30 dias em centro de imigração. Kevin morreu em Durango, no México, após o retorno.
Dados sobre famílias separadas
Um estudo do Brookings Institution aponta que 145 mil crianças foram afastadas dos pais durante detenções de imigrantes ilegais, 36% com menos de 6 anos. Ao menos 22 mil ficaram sem a presença de pai ou mãe.
A maioria das crianças com um dos pais detidos é mexicana (54%), seguidas por Guatemala e Honduras (25%). O impacto emocional para as crianças é tema de debate entre especialistas em políticas migratórias e direitos humanos.
Autores de campanhas para libertar Isidoro e Norma destacam o sofrimento de familiares e a dificuldade de acesso a informações oficiais. As autoridades costumam manter a narrativa de endurecimento de fronteiras.
Organizações de direitos humanos criticam a política de tolerância zero associada à administração de Donald Trump. Elas afirmam que a classificação de imigrantes como criminosos afasta o foco de salvaguardar crianças e famílias.
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