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Após protestos em Gaza, Columbia cria fundo de US$21 milhões para antisemitismo

Fundo de 21 milhões da Columbia abre espaço para novas alegações de hostilidade contra judeus, associadas ao apoio a direitos palestinos.

Marianne Hirsch in front of the home of the Columbia President with Jewish pro-Palestinian students during a press conference about antisemitism directed at them.
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  • Columbia University acordou, no ano passado, com a administração Trump, incluindo um fundo de US$ 21 milhões para indenizar funcionários judeus por um suposto ambiente hostil após protestos em Gaza.
  • Nesta semana, com o encerramento do prazo para reivindicações na EEOC, várias docentes judias apresentaram pedidos apontando assédio por serem judeus, mas vinculando o problema ao apoio a direitos palestinos.
  • As queixas descrevem doxxing, perseguição, insultos em reuniões e investigações internas, afirmando que a universidade reprimiu discurso pró-Palestina em nome da segurança dos judeus.
  • A EEOC descreveu o acordo como o maior acordo público da área em quase duas décadas, destinado a funcionários que possam ter enfrentado antisemitismo na universidade após o ataque de Hamas a Israel e a guerra em Gaza.
  • As reivindicações questionam quem deve ser considerado elegível e criticam tentativas de enquadrar críticas a Israel como antisemitismo, alegando que algumas políticas da universidade contribuíram para hostilidade contra quem apoia direitos palestinos.

Columbia University fechou um acordo com a administração Trump no ano passado, incluindo um fundo de 21 milhões de dólares para compensar funcionários judeus que teriam enfrentado ambiente de trabalho hostil devido aos protestos sobre a guerra em Gaza. O tratamento dessa verba ocorre no contexto de disputas anteriores entre a universidade e o governo federal.

Nesta semana, conforme venciam os prazos da EEOC para encaminhar queixas, diversos docentes judeus apresentaram denúncias dizendo ter sido alvo de hostilização por serem judeus, mas sustentando que o preconceito tinha motivação ligada ao apoio aos direitos palestinos. As queixas corroboram relatos de assédio presencial, por telefone e online, além de acusações de conduta profissional inadequada.

A universidade já havia sido alvo de críticas por supostamente ceder a pressões políticas em meio ao conflito na região. O fundo da EEOC é descrito pela entidade como o maior acordo público em quase duas décadas e prevê pagamento a funcionários que possam ter vivenciado antissemitismo no campus após o ataque a Israel em outubro de 2023.

Alegações e impactos

As queixas reunidas por a assinatura de docentes incluem relatos de perseguição, acompanhamento e insultos durante reuniões, bem como investigações por atividades relacionadas à defesa de palestinos. Os relatos apontam uso de mensagens, ligações e redes sociais para disseminar ameaças.

Entre os signatários, destaca-se o caso de um professor de clássicas que descreve pressão institucional após atuar como mediador entre estudantes e a administração. Outros docentes relataram terem sido descreditados ou rotulados de maneira pejorativa por defendê-los em contexto de protestos.

Alguns especialistas ressaltaram que houve incidentes de antissemitismo vinculados aos protestos, porém afirmaram que as acusações não devem ser atribuídas a toda a oposição aos times de Gaza. Um professor de jornalismo apontou que busca responder a narrativas falsas com suas queixas, mantendo o foco em questões de ambiente de trabalho.

Fundos, critérios e reações

A EEOC detalhou que o fundo segue diretrizes da Lei dos Direitos Civis de 1964, buscando reparação por discriminação religiosa, entre outros fatores. Ao longo do processo, a universidade não comentou oficialmente. Questionários aos participantes indicaram que o objetivo é apurar experiências de hostilidade ligadas à religião, raça ou origem nacional.

Alguns denunciantes mencionaram que, após um carta de docentes judeus em 2024, a universidade descreveu ações de combate ao antisemitismo de forma controversa, o que gerou críticas e discussões sobre o tratamento de diferentes perspectivas no campus. Nadou-se por um consenso de que alguns episódios refletiram um clima difícil para debates de alto risco político.

Entre os envolvidos, aparecem nomes como educadores de áreas diversas e com históricos destacáveis. A expectativa é de que as denúncias sejam avaliadas pela EEOC e por autoridades administrativas, com notificações aos possíveis elegíveis conforme o andamento do processo.

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