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Cinco fatos justificam a classificação do PCC e CV como organizações terroristas

EUA classificam PCC e CV como Organizações Terroristas Estrangeiras, com entrada em vigor nesta sexta, apesar de protestos do governo Lula

Domínio territorial e assassinatos de desafetos marcam histórico do CV e do PCC no país. (Foto: EFE/ Sebastiao Moreira)
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  • Os Estados Unidos classificaram Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras, com vigência iniciando nesta sexta-feira (5); o governo Lula protestou.
  • PCC e CV acumulam mais de três décadas atuando além do tráfico, com assassinatos de agentes, sequestros de jornalistas e ataques coordenados em nível estadual.
  • Em maio de 2006, houve uma ofensiva do PCC em São Paulo que paralisou a cidade por onze dias, resultando em 564 mortes e mais de oitenta rebeliões em presídios.
  • A imprensa foi alvo dos grupos: Tim Lopes, da Rede Globo, foi morto em 2002; Guilherme Portanova, também da Globo, foi sequestrado em 2006 e libertado após vídeo público com exigências.
  • Nos últimos anos, destacam-se ações como a execução no aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2024, e o uso de drones com granadas pelo CV no Rio em 2025, além de condenações de PCC ligadas a operações de sequestro.

O governo dos Estados Unidos classificou as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras. A decisão foi anunciada por Marco Rubio e entra em vigor nesta sexta-feira. O governo Lula contestou, mas as ações das facções sustentam a classificação.

O PCC e o CV acumulam mais de 30 anos de violência, com assassinatos de agentes do Estado, sequestros de jornalistas e ataques coordenados em nível estadual. Além disso, utilizam táticas militares em confrontos com forças de segurança, segundo apuração de autoridades.

Em maio de 2006, o PCC provocou uma ofensiva que paralisou São Paulo por dias. A onda de ataques deixou 564 mortos, entre civis e agentes, e mais de 70 rebeliões em presídios, além de ataques a órgãos públicos e ônibus incendiados.

A imprensa também foi alvo das facções desde 2002, quando o jornalista Tim Lopes foi capturado e morto no Rio de Janeiro. Em 2006, o repórter Guilherme Portanova foi sequestrado em São Paulo e libertado após a exibição de um vídeo com exigências da facção.

O PCC já assassinou autoridades, incluindo o juiz Antônio Machado Dias, em 2003. Em 2023, o grupo planejou sequestros de autoridades políticas, com condenações de integrantes pelo uso de violência contra o sistema judiciário.

Em 2024, houve uma execução dentro do Aeroporto de Guarulhos envolvendo criminosos ligados ao PCC. O empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi morto a tiros no Terminal 2, em meio a investigações de lavagem de dinheiro.

No Rio, a operação Contenção, em 2025, revelou uso de drones armados pelo CV com granadas para defender territórios. A ação mobilizou 2.500 policiais e indicou treinamento de combatentes com técnicas aprendidas no exterior.

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