- Famosos alinhados à esquerda lançam campanha contra sites de apostas online, trabalhando a ideia de que as bets ajudam a endividar famílias.
- Estão entre os nomes Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan, Marieta Severo, Paulinho da Viola, Luisa Arraes, Claudia Abreu, Mateus Solano, Letícia Sabatella e Camila Pitanga, com organização do coletivo 342 Artes e Paula Lavigne.
- O movimento “Block no Tigrinho” usa o lema “De que lado da influência você está?” e já cadastrou cento mil pessoas até a noite de quarta-feira.
- A ação aponta que 1,8 milhão de brasileiros se endividaram por apostas online em 2024, com cerca de 1,4 milhão apresentando transtornos de comportamento ligados a jogos de azar.
- Politicamente, o coletivo associa a regulamentação das bets a momentos distintos do governo, citando Temer, Bolsonaro e Lula, e há críticas sobre a atribuição exclusiva do endividamento às apostas.
O movimento social Block no Tigrinho ganhou adesão de artistas de esquerda para denunciar as apostas online. A campanha foi lançada nesta terça-feira, 2, e ganhou leitura viral nas redes. A ação aponta as plataformas de bets e o chamado Jogo do Tigrinho como responsáveis pelo endividamento familiar.
O grupo afirma que as apostas representam um problema de saúde pública, com vagas de vício e dificuldades financeiras para famílias. A mobilização é organizada pelo coletivo 342 Artes, Cultura e Democracia, ligado ao movimento e aos trabalhos da empresária Paula Lavigne, esposa de Caetano Veloso.
O que aconteceu
A campanha convoca influenciadores, artistas e o público a contestar a publicidade de apostas online. O lema central é o nacional #BlockNoTigrinho, com o objetivo de mobilizar a sociedade para alertar sobre riscos e impactos psicológicos. Até a noite de ontem, cerca de 100 mil pessoas tinham se cadastrado.
Quem está envolvido
Entre os nomes que apoiam a iniciativa estão Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan, Marieta Severo, Paulinho da Viola, Luisa Arraes, Claudia Abreu, Mateus Solano, Letícia Sabatella e Camila Pitanga. A participação de artistas consolida o tom político da ação.
Quando e onde
O lançamento ocorreu na tarde de terça-feira e ganhou destaque nas redes sociais. A chamada convida a assinar um abaixo-assinado e usar as redes para disseminar alertas sobre riscos de uso de plataformas de apostas. A mobilização segue ativo nas plataformas digitais, com ações previstas no Brasil.
Por que
A organização aponta números de endividamento ligado a apostas em 2024, estimando 1,8 milhão de brasileiros endividados pelo fenômeno, com 1,4 milhão apresentando transtornos relacionados a jogos. O objetivo é ampliar a conscientização e pressionar pela restrição de publicidade e maior educação financeira.
Contexto político e críticas
Vídeos do 342 Artes destacam uma leitura histórica das bets, atribuindo marcos a governos anteriores e atual. A narrativa sustenta que a regulamentação recente no Congresso reacendeu o tema após períodos de menor attention. Críticos lembram que o endividamento resulta de múltiplos fatores econômicos, não apenas das apostas.
Repercussão
A Gazeta do Povo buscou o coletivo 342 Artes para comentários, sem retorno até a publicação. A reportagem ressalta que a iniciativa busca informar e mobilizar de forma neutra, sem atribuir culpa exclusiva a um governo específico. A campanha permanece em andamento.
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