- O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato, voltou a criticar Lula e falou sobre as facções PCC e CV, classificadas como terroristas pelos EUA.
- Flávio afirmou que o CV e o PCC são ameaças à democracia e prometeu que, se for eleito, a partir de 2027 esses criminosos serão presos ou neutralizados pela polícia.
- A fala coincide com a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como organizações terroristas, medida que o senador divulgou após reuniões com Donald Trump e Marco Rubio.
- O Palácio do Planalto respondeu destacando ações do governo no combate ao crime organizado e ressaltando a importância da cooperação internacional desde que não comprometa a soberania brasileira.
- O governo também criticou a família Bolsonaro por viagens aos EUA para defender intervenção estrangeira, e o tema ganhou contornos de divergência entre governo e oposição.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar as facções PCC e CV, chamando-as de ameaças à democracia. Em Contagem (MG), durante o 1º Fórum Abastece Brasil, ele defendeu uma postura mais rígida contra o crime organizado. A fala ocorreu na véspera de decisões políticas em torno do tema.
O parlamentar reiterou que o PCC e o CV representam riscos à ordem constitucional e acusou o governo Lula de adotar postura favorável a interesses considerados hostis à segurança nacional. Flávio afirmou que, se for eleito, adotará medidas firmes contra essas organizações.
A conversa sobre o tema coincidiu com a divulgação, na última quinta-feira, da classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos. A decisão foi anunciada após visitas de Flávio aos EUA, onde ele teve encontros com autoridades americanas.
Divergências sobre a classificação dos EUA
O Palácio do Planalto informou que coopera com a comunidade internacional para combater o crime, desde que não haja comprometimento da soberania nacional. O governo também criticou a atuação da família Bolsonaro em viagens ao exterior ligadas a intervenções estrangeiras no país.
A nota oficial destacou os avanços do governo federal no enfrentamento ao crime organizado e na redução dos índices de violência, sem atribuir responsabilidade direta a decisões externas sobre as políticas brasileiras de segurança pública.
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