- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne-se com os ministros às 10h no Planalto, em sua segunda reunião ministerial do ano e a primeira desde a reforma anunciada em março.
- O encontro ocorre em meio à repercussão de medidas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil, com pauta oficial ainda não divulgada.
- Os ministros devem apresentar balanço das ações de suas pastas e dos principais programas em andamento, em um momento de proximidade das restrições eleitorais previstas na legislação.
- Embora convocada antes, a reunião pode tratar das novas tarifas comerciais dos EUA, após conclusão de investigação que pode afetar produtos brasileiros, e da classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.
- O Planalto afirmou indignação com o relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos e disse que o Brasil se reserva o direito de recorrer a mecanismos de reciprocidade em resposta às medidas norte-americanas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne-se com os ministros nesta quarta-feira, 3 de junho, no Palácio do Planalto, em um encontro marcado para as 10h. Será a segunda reunião ministerial neste ano e a primeira desde a reforma anunciada em março. O governo não divulgou a pauta oficialmente.
O encontro acontece em meio à repercussão de medidas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil, incluindo a possibilidade de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Washington também classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Embora a reunião tenha sido convocada antes desses anúncios, há expectativa de que o tema seja discutido.
Agenda e cenário externo
O governo brasileiro informou que apresentará um balanço das ações de cada pasta e dos principais programas em andamento. A pauta de restrições eleitorais, prevista para entrar em vigor em breve, também pode ser mencionada, conforme o contexto político do momento.
O Planalto reagiu às tarifas com indignação ao relatório do Escritório de Representação Comercial dos EUA (USTR) e classificou a avaliação como uma ingerência. O governo brasileiro afirmou que pode recorrer a mecanismos de reciprocidade para responder às medidas norte-americanas.
Contexto institucional
Enquanto isso, ministros devem tratar de impactos das medidas externas sobre setores estratégicos, assim como de estratégias de cooperação e de continuidade de programas sociais e econômicos. A reunião ocorre em um momento de transição institucional após a reforma ministerial de março.
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