- Grupos de WhatsApp chamados “Zap do Lula” estimulam seguidores a pressionar senadores contra o fim da escala 6×1; vídeo com IA destaca apoiadores do projeto alternativo, incluindo Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho.
- Palácio do Planalto disse que o questionamento deveria ser enviado ao PT, que não respondeu.
- Vídeo apócrifo exibe a foto de todos os senadores apoiadores de um projeto alternativo à 6×1, sob o rótulo de “escala 7×0” (sete dias de trabalho, nenhum de descanso).
- A gravação orienta como encontrar a página de cada senador no site da Câmara, com e-mail e telefone de gabinete, para contato.
- Até 2 de agosto existem pelo menos 2,5 mil grupos do “Zap do Lula”; o grupo de número 2.531 estava ativo até essa terça-feira.
Na última semana, grupos de WhatsApp associados ao presidente Lula estimulam senadores da oposição a apoiar a PEC que encerra a escala 6×1. Um vídeo produzido com IA, divulgado nesta terça-feira, 2, ressalta críticas a Flávio Bolsonaro e cita Rogério Marinho entre os alvos. A peça sugere que parlamentares apoiadores de um projeto alternativo teriam “ficado do lado de quem lucra com o cansaço”.
O Palácio do Planalto foi procurado pela Coluna do Estadão, e informou que o questionamento deveria ser encaminhado ao PT, que não respondeu. A mensagem veicula orientação para encontrar no site da Câmara o contato de cada senador e estimular a pressão pelo encaminhamento da votação no Senado.
Segundo o material, o vídeo aponta a oposição como favorável a manter a atual regra de trabalho, ou seja, 6×1, e menciona que a votação está no Senado. O material também circula em outro grupo, chamado Entregadores com Lula, voltado a motoristas de aplicativo.
PEC alternativa e reação
A discussão sobre uma proposta substituta, apresentada pela oposição, cria um regime opcional de contratação por horas trabalhadas. O modelo permitiria ao trabalhador escolher entre manter a CLT ou aderir a uma remuneração baseada na jornada efetiva.
A realização do vídeo destaca a alegação de que alguns senadores teriam escolhido apoiar projetos que favoreceriam “quem lucra com o cansaço”. A peça reforça a ideia de que há interesse público em decidir o fim da escala 6×1.
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