- Lula afirmou ter entregue pessoalmente quatro documentos ao presidente dos EUA, Donald Trump, para ampliar o diálogo, sobre combate ao narcotrófico, crime organizado, agenda comercial, acordo com o Irã de 2010 sobre enriquecimento de urânio e questões relacionadas a terras raras e minerais críticos.
- Os documentos teriam sido entregues durante reunião ministerial, com a expectativa de avançar para uma nova fase no relacionamento Brasil–Estados Unidos.
- O presidente disse ter saído da reunião convencido de que havia começado uma nova lógica no relacionamento entre os dois países, mas afirmou ter sido pego de surpresa por decisões anunciadas pelo governo norte-americano.
- Lula criticou brasileiros que, segundo ele, defendem punições ao Brasil por interesses políticos internos, sugerindo que isso pode prejudicar uma candidatura presidencial.
- Em tom mais duro, o presidente disse que esse tipo de postura é desleal ao país e chamou de traição da pátria a ideia de usar punições para conquistar vantagem eleitoral.
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (3/6) ter sido surpreendido por decisões recentes do governo dos EUA, mesmo com iniciativas do Brasil para ampliar o diálogo bilateral. O relato ocorreu durante uma reunião ministerial.
Segundo o presidente, ele entregou pessoalmente a Donald Trump quatro documentos sobre a relação com os EUA. Os temas seriam combate ao narcotráfico, agenda comercial, o acordo com o Irã de 2010 sobre enriquecimento de urânio e questões de terras raras e minerais críticos.
Lula afirmou ter optado pela entrega direta para garantir leitura atenta dos materiais. O resultado, segundo ele, era a expectativa de avançar para uma nova etapa de cooperação entre Brasil e Estados Unidos.
O presidente também criticou brasileiros que, por motivações políticas internas, defenderiam punições ao Brasil para afetar eventual candidatura presidencial. Ele descreveu essa postura como desleal e prejudicial ao povo brasileiro.
Para ilustrar o ponto, Lula disse que ações desse tipo seriam prejudiciais aos brasileiros, não ao governante. Nacional e governo seriam os principais afetados por essa suposta politização de sanções.
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