- O governo de Donald Trump nomeou Elias Irizarry, condenado pela invasão ao Capitólio em seis de janeiro de dois mil e vinte e um, para um cargo no Pentágono.
- Ele passará a atuar em um escritório responsável por operações militares sigilosas, incluindo contraterrorismo e missões especiais.
- A nomeação foi para a divisão de guerra irregular e contraterrorismo, que faz parte do Escritório de Operações Especiais e Conflitos de Baixa Intensidade; o grupo tem cerca de quarenta membros.
- Funcionários do Departamento de Defesa questionaram a escolha, dizendo que o cargo exige autorizações de segurança de nível máximo e envolve operações sensíveis.
- Irizarry foi condenado a catorze dias de prisão em vinte e três, voltou a estudar na The Citadel, formou-se em dois mil e vinte e quatro e tentou uma vaga na Assembleia Legislativa da Carolina do Sul no mesmo ano.
O Pentágono nomeou Elias Irizarry, condenado pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, para um cargo em uma das áreas mais sensíveis do Departamento de Defesa. A nomeação foi publicada pelo Washington Post na última quarta-feira. Irizarry passa a atuar em um escritório que supervisiona operações militares secretas, incluindo contraterrorismo e missões especiais.
Segundo o jornal, ele foi designado para a divisão de guerra irregular e contraterrorismo, ligada ao Escritório de Operações Especiais e Conflitos de Baixa Intensidade. A equipe atua em segurança de embaixadas, resgate de reféns e operações especiais estratégicas para a segurança nacional.
Pessoas familiarizadas com a estrutura afirmaram que a posição exige autorizações de segurança de nível máximo. Funcionários do Departamento de Defesa expressaram preocupações sobre a nomeação de alguém condenado por participação no ataque ao Capitólio para uma função tão sensível.
Reação interna
O secretário de imprensa interino do Pentágono, Joel Valdez, defendeu a escolha, afirmando que Irizarry é um jovem profissional qualificado e patriota. O Departamento de Defesa disse ter orgulho de tê-lo entre seus nomeados políticos.
Irizarry se declarou culpado em 2023 por entrar e permanecer ilegalmente em área restrita durante a invasão. A condenação ficou em 14 dias de prisão, conforme o processo, e imagens mostram o então estudante da The Citadel com boné MAGA e uma barra de metal.
Contexto e histórico
O jovem participou do episódio aos 19 anos e afirmou sentir vergonha na audiência de sentença. O caso integra o conjunto de condenados que receberam perdão presidencial após a volta de Trump à Casa Branca. Em janeiro de 2025, houve indultos ou comutações para grande parte dos condenados.
Após cumprir a pena, Irizarry retornou aos estudos na The Citadel, instituição que havia sido desligada após a condenação. Concluiu o curso em 2024 e, no mesmo ano, tentou uma vaga na Assembleia Legislativa da Carolina do Sul, sendo derrotado nas prévias republicanas.
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