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Promotor solicita afastamento de Armando Mendonça do Corinthians

MP pede afastamento imediato de Armando Mendonça do Corinthians e indenização de R$ 100 mil por danos morais, em denúncia por apropriação, furto e coação

Armando Mendonça é vice-presidente do Corinthians –
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  • O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia criminal contra Armando Mendonça, segundo vice-presidente do Corinthians, por quatro crimes relacionados a apropriação indébita qualificada, tentativa de apropriação, furto qualificado e coação no curso do processo.
  • A acusação sustenta desvio de 131 itens de vestuário da Nike entre junho e outubro de 2025, incluindo 100 camisas, nove blusas, nove calças, seis pares de tênis, quatro shorts, duas malas e uma mochila; houve ainda tentativa de furtar 19 camisas da NFL e mais oito camisas em setembro, sem registro no sistema.
  • Os investigadores apontam que Mendonça utilizou o livre acesso aos almoxarifados do Parque São Jorge e do CT Dr. Joaquim Grava para pegar os itens sem autorização, além de apontarem coação contra auditores.
  • O Ministério Público rejeitou acordo de não persecução penal e pediu perícia técnica no sistema de estoque do clube, além de encaminhar cópia do processo à Receita Federal para avaliar impactos fiscais.
  • O MP também requereu afastamento imediato do dirigente, proibição de frequentar dependências do clube, veto a contatos com testemunhas e cobrança de indenização de R$ 100 mil por danos morais ao Corinthians, além do ressarcimento dos itens desviados.

O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia criminal contra Armando Mendonça, segundo vice-presidente do Corinthians, por quatro crimes ligados a desvio de materiais esportivos fornecidos pela Nike. A denúncia foi protocolada na noite de quarta-feira (3) e aponta apropriação indébita qualificada e continuada, tentativa de apropriação, furto qualificado e coação no curso do processo. O MP solicita afastamento imediato do dirigente, além de indenização de R$ 100 mil ao clube.

A acusação afirma que Mendonça teria se apropriado de 131 itens de vestuário entre junho e outubro de 2025, incluindo 100 camisas, nove blusas, nove calças, seis pares de tênis, quatro shorts, duas malas e uma mochila. O suposto uso do acesso aos almoxarifados do Parque São Jorge e do CT Dr. Joaquim Grava seria indispensável para a retirada das mercadorias sem autorização.

Segundo o documento, houve também tentativa de desvio de 19 camisas especiais da NFL para um evento do clube, com cancelamento da retirada apenas após apuração interna. Em setembro, ainda conforme o MP, Mendonça teria furtado oito camisas comemorativas da NFL sem registro no sistema.

O promotor sustenta coação, ao relatar que Mendonça teria ameaçado funcionários da auditoria. Em tom intimidatório, teriam sido mencionadas consequências para outros colaboradores caso as investigações prosseguissem. O MP não admite acordo de não persecução penal e pediu perícia no sistema de estoque do Corinthians.

A denúncia tramita com pedido de medidas cautelares, incluindo suspensão temporária do dirigente, proibição de entrar em dependências do clube e veto a contatos com testemunhas. Estão entre os depoentes o presidente licenciado do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, e auditores do clube.

Além disso, o MP solicitou ressarcimento aos cofres do Corinthians pelos danos materiais correspondentes ao valor de mercado das mercadorias desviadas, e indenização de R$ 100 mil por danos morais. A investigação envolve auditorias internas, diligências da Polícia Civil e encaminhamentos à Receita Federal para apuração tributária.

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