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Senadores republicanos retiram plano de US$ 1 bi para segurança no salão de Trump

Senado abandona plano de investir US$ 1 bi na segurança do salão de Trump, sob risco de comprometer US$ 70 bilhões em fiscalização de imigração

Donald Trump gestures at the site of construction of the planned White House ballroom in Washington on 19 May.
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  • Os Republicanos do Senado abandonaram a tentativa de liberar US$ 1 bilhão para a segurança do salão de baile de Trump na Casa Branca, para não comprometer o financiamento de US$ 70 bilhões para a aplicação de imigração.
  • O reconhecimento de que esse gasto poderia ameaçar o apoio de longos prazos às operações de imigração levou a uma revisão do texto pela comissão de Justiça do Senado, que removeu o montante do projeto.
  • O impasse levou o líder democrata, Chuck Schumer, a afirmar que o partido lutaria pelo mecanismo de reconciliação com emendas, forçando votos de republicanos em temas sensíveis, incluindo o salão, a políticas de imigração e outras questões.
  • A decisão de excluir o gasto coincidiu com a indicação de que o Senado enfrenta complicações para avançar o texto, devido a regras de reconciliação e a controvérsias sobre o orçamento.
  • O Senado planeja seguir com votação sobre uma medida que destinaria US$ 13 bilhões para a Patrulha de Aduanas e US$ 31 bilhões para o Serviço de Imigração e Alfândega, além de US$ 2,5 bilhões para o Departamento de Segurança Interna, todos para a aplicação da imigração.

O Senado dos Estados Unidos deixou de lado a tentativa de destinar US$ 1 bilhão para a segurança do novo salão de festas do ala leste da Casa Branca, após ficar claro que a demanda de Trump poderia colocar em risco o financiamento de US$ 70 bilhões para a imigração. A mudança ocorreu enquanto o órgão revisava o texto do plano.

A comissão judiciária do Senado havia incluído o gasto no conjunto de medidas para autorizar o montante para agências envolvidas na política de deportação em vigor durante o mandato do presidente. Na quarta-feira, o texto revisado retirou a menção ao dinheiro.

A situação gerou um impasse amplo. O líder democrata no Senado afirmou que o partido reagiria com ferramentas parlamentares, incluindo emendas para pressionar votos difíceis de republicanos vulneráveis antes das eleições de meio termo, quando o GOP busca manter o controle.

As últimas decisões também foram influenciadas pela orientação do parlamento de que o repasse não atende às regras de reconciliação orçamentária, o que compromete a estratégia do partido para contornar o filibuster. O anúncio de um fundo antiarmamento de US$ 1,8 bilhão para aliados também gerou objeções internas.

Esses desdobramentos atrasaram a tramitação do projeto, que já não cumpriu o prazo inicial de 1º de junho para chegar à mesa de Trump. Na terça, o procurador-geral interino informou a retirada da proposta de financiamento.

Apesar disso, o movimento Republicano sinalizou que continuará com o processo de votação do texto revisado, que prevê US$ 13 bilhões para a Customs and Border Protection, US$ 31 bilhões para ICE e US$ 2,5 bilhões para o DHS, com destinação para a política de imigração.

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