- Brasil assina acordo com a Suécia para comprar mais vinte caças Gripen, com produção das aeronaves no Brasil visando o mercado da América Latina.
- Nesta segunda fase, há transferência de tecnologia para a produção no Brasil; linha de montagem já opera em Gavião Peixoto, fornecendo parte das 36 aeronaves do acordo inicial, com primeira unidade produzida no território nacional em 2026.
- Governo afirma que o programa fortalece a soberania nacional, reduz a dependência externa e gera empregos; estimativa é de cerca de 13 mil vagas, sendo 2,2 mil diretas e 10,8 mil indiretas.
- O valor da operação não foi divulgado; o ministro sueco afirmou que o preço ainda será discutido entre Brasil e Saab.
- Contexto: o Brasil já fechou, em 2014, acordo para 36 Gripen, avaliado em 4,5 bilhões de dólares, com entregas previstas até 2027; o Gripen compete com F-18 e Rafale.
O Brasil assinou um acordo com a Suécia para a compra de 20 caças Gripen, com produção a ser realizada no território brasileiro. A parceria visa ampliar a presença do Gripen no mercado da América Latina e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
O anúncio foi feito em coletiva em Estocolmo, com as autoridades brasileiras e suecas presentes. O ministro da Defesa sueco, Pal Jonson, destacou que as aeronaves serão fabricadas no Brasil, ao lado do ministro brasileiro José Mucio.
O acordo anterior, assinado em 2014, previa 36 Gripen para a FAB por cerca de 4,5 bilhões de dólares. Os primeiros jatos já foram recebidos, e a entrega do restante ocorreria até 2027.
Produção em solo nacional
A cooperação inclui transferência de tecnologia para viabilizar a produção no Brasil. A Embraer e a Saab já lançaram, em 2023, uma linha de montagem em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, para 15 das 36 aeronaves do acordo inicial.
Em março, foi apresentado o primeiro Gripen fabricado no Brasil, considerado um passo para reduzir a dependência externa. A próxima entrega prevista para este ano reforça o avanço tecnológico do projeto.
A Embaixada e o governo brasileiro afirmam que o programa fortalece a defesa nacional, gera empregos qualificados e abre oportunidades econômicas, incluindo a existência de um centro de inovação para sistemas e equipamentos dos caças.
Aspectos financeiros e repercussões
Segundo fontes, o anúncio ocorreu sem divulgação de valores, com o Ministério da Defesa em processo de ajustes orçamentários. A imprensa comenta cortes de cerca de R$ 4,3 bilhões neste ano no órgão.
O acordo envolve o treinamento de pilotos e equipes, além da possibilidade de uso dos caças em operações aéreas. O governo estima a criação de cerca de 13 mil empregos, diretos e indiretos, com foco em tecnologia e indústria de defesa.
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