- Andy Burnham disse que buscaria entrar em qualquer concurso de liderança do Labour, caso vença a by‑election de Makerfield em 18 de junho.
- A eleição foi convocada após a renúncia do ex‑deputado trabalhista Josh Simons; a disputa deve ficar entre Burnham e Robert Kenyon, da Reform UK.
- O primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta pressão para deixar o cargo após resultados eleitorais ruins, mas não houve desafio formal; porta‑voz de Downing Street reafirma que ele não renunciará.
- Burnham afirmou que, se conseguir apoio, buscará representar Makerfield no nível mais alto, citando a possibilidade de se juntar a Wes Streeting em um eventual concurso de liderança.
- Kenyon criticou o histórico de Burnham como prefeito; outros candidatos presentes defenderam propostas sobre clima, economia local e futuro político.
Andy Burnham afirmou que entraria em qualquer eventual concurso de liderança do Labour, caso vencesse a by-election de Makerfield no dia 18 de junho. A declaração ocorreu durante uma participação em um especial do BBC Question Time no distrito.
O debate contou com a presença de quatro outros candidatos, entre eles Robert Kenyon, da Reform UK, que pediu uma mudança profunda em relação aos políticos de carreira e alertou contra tratar Makerfield como trampolim. O primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta críticas internas, mas não houve desafio formal ao seu mandato.
No governo, um porta-voz de Downing Street reiterou que Starmer não deixará o cargo ou o mandato concedido há dois anos para construir uma Britain mais justa, mantendo o princípio de continuidade até novas diretrizes políticas.
A by-election foi convocada após a renúncia do ex-deputado Labour Josh Simons, que afirmou ter sido a decisão para abrir espaço para a candidatura de Burnham ao Parlamento e, possivelmente, a liderança. A corrida é vista como disputada entre Burnham e Kenyon, um encanador e vereador local.
Burnham comentou sobre a recuperação da confiança pública na política, criticando a prática de apontar problemas sem oferecer soluções responsáveis. Questionado sobre suas ambições, ele disse depender do apoio dos eleitores de Makerfield e, se obtido, abriria a possibilidade de disputar o cargo mais alto do partido, com necessidade de aprovação de 81 deputados do Labour para qualquer candidatura interna.
Questionado sobre possíveis candidaturas, Wes Streeting confirmou abertura a uma disputa interna e incentivou o apoio a Burnham em Makerfield para manter a competição entre os melhores nomes. Streeting também destacou a importância de um processo aberto e competitivo.
Kenyon criticou o histórico de Burnham como prefeito de Manchester, afirmando que a região de Wigan enfrenta dificuldades enquanto Manchester prospera. O candidato defendeu a participação de pessoas comuns na política, residentes locais que desejam permanecer na região.
Entre os outros candidatos, o verde Sarah Wakefield mencionou a necessidade de debates sérios sobre o futuro, incluindo crise climática e revitalização econômica local. O Liberal Democrat Jake Austin apontou que a eleição pode influenciar o caminho rumo a uma possível liderança, qualificando o pleito como um caminho inadequado para políticas futuras.
Durante o debate, Kenyon foi questionado sobre comentários antigos considerados sexistas. Ele afirmou ter sido criado por mulheres, manifestando respeito e admitindo erros passados, sem comentários adicionais sobre o tema.
A lista completa dos partidos com candidatos para a by-election de Makerfield pode ser consultada pela imprensa especializada, sem links incluídos na cobertura.
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