- Mary Trump, psicóloga clínica e escritora, lança retrato do tio Donald Trump em entrevista sobre o livro “Sempre Demais e Nunca o Suficiente: Como Minha Família Criou o Homem Mais Perigoso do Mundo”, publicado na Itália.
- O livro, iniciado nos EUA em 2020 e revisado, relata uma família disfuncional e descreve o avô como ditador que preferiu Donald como herdeiro por ser orgulhoso, competitivo e boa presença na mídia.
- Mary afirma que Donald Trump apresenta sinais de declínio cognitivo e comportamento cada vez mais agressivo, desorganizado e incontrolável, sugerindo traços genéticos de demência.
- A entrevista aborda misoginia e uso de linguagem pejorativa com jornalistas, além de relatos sobre relacionamentos familiares e a relação de Mary com o tio, que não mantém contato.
- Sobre o futuro dos EUA, Mary defende vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato e aponta impactos negativos do governo Trump na economia, nas relações internacionais e na democracia.
Mary Trump, sobrinha do presidente dos EUA, revelou em entrevista longa detalhes sobre a família e o atual mandatário. Em seu livro revisado, “Sempre Demais e Nunca o Suficiente: Como Minha Família Criou o Homem Mais Perigoso do Mundo”, ela descreve o ambiente familiar e traços de personalidade que, segundo ela, moldaram Donald Trump. Mary é psicóloga clínica e escritora, mora em Nova York e tem uma visão crítica sobre a democracia americana.
O livro, lançado há anos nos EUA e agora na Itália, analisa a relação entre afeto ausente e controle extremo na família Trump. Mary afirma que o avô, um poderoso incorporador imobiliário, escolheu Donald como herdeiro por atributos de vaidade e atribuição de crédito, ainda que o pai fosse carismático e inteligente. A dinâmica familiar é descrita como marcada pela humilhação e pelo poder.
Mary detalha a vida na casa dos avós, em Jamaica Estates, em contraste com o ambiente da família que morava em um prédio alto. Segundo ela, o avô tratava a família com rigidez e desprezava a mãe, que, mesmo após o divórcio, era obrigada a participar de eventos familiares.
Sobre Donald Trump, Mary afirma que o filho do irmão mais velho do punhado de homens da família demonstra comportamento agressivo e desorganizado, com sinais de declínio cognitivo observado ao longo dos anos. A autora aponta que o comportamento pode ter traços herdados, comparando com condições do avô.
Mary também comenta a relação de Trump com as mulheres e o tom de suas falas sobre jornalistas. Segundo ela, o patriarca da família sempre foi misógino e o neto foi criado com características semelhantes, o que, na visão dela, influencia sua atuação pública. Em relação a perguntas de jornalistas, a autora descreve respostas duras do primo, consideradas inapropriadas por parte de quem observa o cargo.
Em relação a eventos políticos, Mary não mantém relação com Trump desde 2017. Ela recorda um almoço na Casa Branca, após a eleição de 2016, em que diz ter sido alvo de comportamento irônico por parte de Trump, que, segundo ela, atuou para impressionar quem o cercava.
A entrevista aborda ainda o cenário político atual dos EUA. Mary afirma que, apesar das críticas ao governo Trump, parte da sociedade segue apoiando o ex-presidente. Ela cita processos legais envolvendo Trump e votações de seus apoiadores, destacando a importância do voto e a necessidade de preservar a democracia.
Sobre o futuro, Mary aponta que o resultado das eleições de meio de mandato pode influenciar o peso internacional dos EUA. Ela ressalta a preocupação com impactos econômicos, alianças e a atuação da OTAN, defendendo uma postura que promova maior responsabilidade e menos influência do país no cenário global.
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