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Messias cita Lula, afirma que Marcha para Jesus não é comício e espera Deus

Advogado-geral Jorge Messias diz aguardar resposta de Deus e decisão do presidente sobre nova indicação ao STF, em meio à Marcha para Jesus

O advogado-geral da União, Jorge Messias, na 34° Marcha para Jesus
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  • O advogado-geral da União, Jorge Messias, participou da 34ª Marcha para Jesus em São Paulo e afirmou ter recebido de Lula orientação para levar “amor, a palavra de amor e de comunhão”, dizendo que aquele espaço não é lugar para comício.
  • Messias sugeriu que, apesar de ser bancada pela oposição evangélica, ele esteve em posição de destaque limitado durante o ato, com críticos de governo falando pouco para ele.
  • O ministro comentou a possibilidade de nova indicação ao Supremo Tribunal Federal, após o Senado ter barrado seu nome anteriormente, afirmando que vai esperar a resposta de Deus e a decisão do presidente.
  • Ele criticou a politização em torno de sua candidatura e ressaltou que o governo busca governar pelo diálogo e pela ação pública, não apenas por discursos.
  • Messias disse estar em reflexão recente, orando pela família e mantendo posição de que a nação precisa superar divisões, buscando reconciliação e diálogo entre as instituições.

O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, participou nesta quinta-feira de Corpus Christi da Marcha para Jesus em São Paulo. Ele disse que o presidente Lula pediu para levar mensagens de amor e comunhão, e que o evento não seria um comício.

Messias atuava como uma presença minoritária de esquerda no desfile, posicionado à margem do trio elétrico principal, enquanto opositores do governo Lula discursavam. O momento chamou atenção pela tensão entre o governo e parte de lideranças evangélicas.

O ministro também comentou a possibilidade de nova indicação ao STF, após o Senado ter barrado seu nome em abril. Disse que aprendeu a confiar em Deus e aguardará as próximas decisões com serenidade, além de citar a expectativa de o presidente reenviar o nome.

Contexto político e futuro do STF

Messias afirmou que vai aguardar a resposta divina e a decisão do presidente. Reforçou que Lula já informou a intenção de enviar novamente o nome ao Supremo, mantendo o diálogo como eixo da relação entre governo e as igrejas.

O ministro criticou a politização que envolveu sua sabatina, afirmando que o processo foi conduzido com excesso de disputa política. Disse não acreditar que aquele momento refletiu o sentimento da maioria do país e reforçou a confiança nas instituições.

Apesar das críticas, Messias manteve respeito pelo resultado e confiança no funcionamento democrático. Assinalou que o país precisa superar divisões e valorizar o diálogo entre diferentes parcelas da sociedade.

O discurso dele enfatizou ações de governo para melhorar a imagem junto aos evangélicos, não apenas palavras. Afirmou que pacificação nacional e cuidado com as famílias devem guiar a atuação do Executivo.

Durante a palestra, o ministro reiterou uma mensagem de reconciliação e perdão, destacando a importância de semear paz, verdade e justiça. Falou ainda de momentos de reflexão e de apoiar a família como prioridade.

Ele participou da Marcha pela primeira vez em 2023, quando recebeu vaias por sugerir apoio ao presidente. Nesta edição, ressaltou a necessidade de manter a fé como guia e de conduzir sua vida pelos desígnios que eleita entender.

Fontes indicam que o governo busca ampliar o diálogo com lideranças evangélicas, grupo com histórico de oposição a parte do governo. A agenda de Messias na Marcha para Jesus não teve críticas diretas a adversários, apenas referências a valores compartilhados.

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