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Meta critica lei australiana que tributa uso de notícias por grandes plataformas

Meta critica lei australiana que pune com 2,25% da receita plataformas que não firmarem acordos com jornais, dizendo ser discriminatória e economicamente incoerente

Empresa classificou a proposta do governo australiano como discriminatória, “mal elaborada” e economicamente incoerente
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  • A Meta critica o projeto de lei australiano que quer remunerar veículos de imprensa pelo conteúdo jornalístico compartilhado em redes.
  • A proposta cria multa de 2,25% da receita anual das plataformas que não fecharem contratos com jornais locais.
  • Aplica-se a empresas com receita anual superior a 250 milhões de dólares australianos; o dinheiro arrecadado vai para o setor de mídia.
  • O objetivo é reduzir o desequilíbrio comercial, exigindo contrapartidas financeiras pelo tráfego e engajamento gerados por links de notícias.
  • O impasse com a Meta vem desde 2021, quando a empresa bloqueou notícias no país; ela não pretende renovar repasses financeiros mesmo após acordos temporários.

Meta critica lei australiana que impõe pagamento a big techs por notícias

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, questionou na quinta-feira, 4 de jun de 2026, um projeto de lei da Austrália que obriga grandes plataformas a remunerar veículos de imprensa locais pelo conteúdo jornalístico compartilhado.

O texto, denominado Incentivo à Negociação de Notícias, prevê multa de 2,25% do faturamento anual no país para plataformas que não fecharem acordos com jornais, revistas e emissoras.

A regra mira empresas com receita anual acima de 250 milhões de dólares australianos, como Meta e TikTok, com o dinheiro arrecadado sendo distribuído ao setor de mídia.

O objetivo é mitigar desequilíbrios comerciais gerados pelo tráfego e engajamento com links de notícias, segundo o governo liderado pelo primeiro-ministro Anthony Albanese.

Dados da Universidade de Canberra indicam que mais da metade da população consome informações prioritariamente pelas redes sociais, ampliando a importância da cobrança.

Segundo a proposta, as big techs podem negociar termos de licenciamento diretamente com veículos de imprensa, com salvaguardas para evitar bloqueio de feeds como retaliação.

O impasse entre Meta e o governo australiano vem desde 2021, quando o país aprovou regras iniciais. Naquele ano, a empresa bloqueou notícias e assinou contratos temporários.

Com o fim desses acordos, a Meta informou que não renovará repasses financeiros aos veículos de imprensa, mantendo a posição de não pagar pelo conteúdo jornalístico.

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