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Monitoramento associa tarifaço ao Pix a Flávio Bolsonaro

Palver aponta que 81% das mensagens ligam Flávio Bolsonaro a pressões tarifárias e ao atrito entre Brasil e EUA, segundo monitoramento

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) levanta cartaz escrito "o Pix é do Brasil e do Bolsonaro", em Contagem, Minas Gerais. Foto: reprodução / rede x
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  • Levantamento da Palver, divulgado pela Folha de S. Paulo, aponta que 81% das mensagens opinativas em grupos públicos responsabilizam Flávio Bolsonaro pela escalada de tensões entre Brasil e EUA relacionadas a tarifas e ao Pix.
  • Análise cobriu publicações entre 27 de maio e 2 de junho em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram, período que coincide com a viagem do senador a Washington e encontro com o presidente Donald Trump.
  • O estudo excluiu mensagens neutras e procurou identificar o teor das manifestações sobre o tema, destacando acusações contra o senador e a família Bolsonaro.
  • Além de críticas, houve campanha para associar Flávio ao tema com o apelido “Tariflávio”, sinalizando impacto político na disputa presidencial e na pauta econômica.
  • Também houve mensagens a favor do senador, defendendo que as críticas são estratégia da esquerda, que não houve risco ao Pix e que a viagem visou combater o crime organizado, especialmente após a classificação de facções como terroristas pelos EUA.

A associação entre Flávio Bolsonaro e a nova ofensiva comercial dos Estados Unidos contra o Brasil ganhou força em grupos públicos de WhatsApp e Telegram após a viagem do senador a Washington. Um levantamento da Palver, divulgado pela Folha de S.Paulo, aponta que 81% das mensagens opinativas responsabilizam direta ou indiretamente o pré-candidato pela tensão entre os dois países.

O monitoramento analisou publicações entre 27 de maio e 2 de junho em mais de 100 mil grupos das duas plataformas. O período coincide com a visita de Flávio aos Estados Unidos e uma reunião dele com o presidente Donald Trump na Casa Branca. Mensagens neutras foram excluídas da análise.

Resultados do monitoramento

A Palver aponta que o conteúdo predominante vincula o senador e a família Bolsonaro a interesses contrários ao Brasil ou à agenda do governo americano. A campanha de desinformação aparece associando a viagem aos EUA a pressões de Washington sobre tarifas e o Pix.

A análise também registra a criação de apelidos como Tariflávio, usados para reforçar a relação entre o político e as medidas comerciais norte-americanas. O tema surge em meio ao início da campanha presidencial e ganha relevância em pautas econômicas para o eleitorado.

Reações e leituras políticas

Aliados do governo e setores da oposição passaram a discutir impactos da possível cobrança de tarifas sobre a candidatura de Flávio. A disputa envolve interpretações sobre a proximidade com Trump e eventuais efeitos para empresas brasileiras, segundo o levantamento.

Entre os defensores de Flávio, predominam mensagens que dizem haver uma estratégia política da esquerda, a negação de risco concreto ao Pix e a justificativa de que a viagem teve foco no combate ao crime organizado, especialmente após a classificação de facções criminosas como organizações terroristas pelo governo americano.

O estudo ressalta que as mensagens favoráveis defendem que a interlocução com autoridades americanas buscou cooperação contra facções criminosas, sem sinalizar sanções econômicas ao Brasil.

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