- A Carteira de Identidade Nacional (CIN) será aceita como documento de viagem em oito países da América do Sul, a partir de agosto, conforme acordo do Mercosul em 29 de maio no Paraguai.
- Os países participantes são Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru; até o momento, já é permitido usar a CIN para entrar nesses países, sem passaporte.
- A adoção ainda não tem data exata de início nas fronteiras; permanece a expectativa de liberação para agosto.
- O governo federal prorrogou prazos de exigência da CIN em benefícios sociais, com regras diferenciadas para quem tem biometria registrada e para quem não tem.
- Quem não tem biometria cadastrada terá até janeiro de 2027 para emitir a CIN; quem já possui biometria em sistemas oficiais poderá usar o documento a partir de janeiro de 2028. Além disso, a CIN utiliza o CPF como identificador único e pode integrar outros documentos.
A Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo RG, será aceita como documento de viagem em oito países da América do Sul. A decisão foi aprovada em reunião de ministros da Justiça e do Interior do Mercosul, em 29 de maio, no Paraguai. Brasileiros poderão ingressar na Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru com a CIN, sem passaporte.
Apesar do acordo, as datas exatas de entrada em vigor ainda não foram divulgadas pelos países. A expectativa é de liberação para uso já a partir de agosto. A CIN amplia a lista de documentos aceitos para viagens entre os signatários do bloco. Hoje, já é possível viajar com RIC, documentos de identidade estaduais ou passaporte.
Enquanto a CIN avança como documento de viagem, mudanças no uso do documento para programas sociais seguem em estudo. Em abril de 2026, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos revisou o cronograma, adiando prazos para benefícios como Bolsa Família e BPC.
Quem ainda não tem biometria terá até janeiro de 2027 para emitir a CIN. Quem já possui biometria em bases oficiais como TSE, CNH ou passaporte poderá usar a CIN apenas a partir de janeiro de 2028. A transição busca evitar impactos no acesso a benefícios.
Segundo o governo, a mudança facilita a criação de um cadastro biométrico nacional unificado. O objetivo é aumentar a segurança dos sistemas públicos e reduzir fraudes. A CIN usa o CPF como identificador único em todo o país, integrando bases de dados.
Para emitir a CIN, o cidadão deve agendar pelo canal oficial do estado onde reside e comparecer presencialmente para a coleta biométrica. É preciso apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A partir do documento físico, também há a versão digital.
Além do formato físico, a CIN pode ser utilizada em formato digital e integrar documentos como CNH, título de eleitor e registros profissionais. O sistema permite incluir informações adicionais, como tipo sanguíneo e opção de doação de órgãos.
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