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PGR solicita retorno de inquérito dos respiradores de Rui Costa ao STF

PGR pede retorno do caso dos respiradores de Rui Costa ao STF, alegando crime permanente de ocultação de R$ 48 milhões e possível lavagem

Procurador-Geral da República afirma que ocultação dos R$ 48 milhões desviados é crime permanente e que permaneceu em curso enquanto ele era ministro da Casa Civil do governo Lula; procurado, ele não se manifestou
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  • A Procuradoria-Geral da República pediu que o inquérito sobre os respiradores de Rui Costa volte ao STF, alegando crime permanente de ocultação de recursos e possível lavagem de dinheiro.
  • Em 2020, ainda governador da Bahia, Rui Costa assinou contrato de R$ 48 milhões com uma empresa sem documentação para importação, autorizando pagamento adiantado; os respiradores não foram entregues.
  • Até hoje, bloqueios judiciais recuperaram menos de 3,5% do valor desviado; a PF segue diligências para identificar destino dos recursos.
  • Delação de proprietários da empresa indica pagamento a um lobista próximo a Rui Costa, que teria intermediado a contratação; há envolvimento do núcleo político da negociação.
  • O caso já circulou entre STJ e STF devido a alterações na regra de foro; a PGR sustenta que fatos ocorreram durante a gestão como governador e também quando ele ocupou a Casa Civil, exigindo competência do STF.

A Procuradoria-Geral da República pediu ao STJ que o inquérito sobre a compra de respiradores durante a gestão de Rui Costa na Bahia seja devolvido ao STF. A PGR sustenta que houve ocultação de recursos de cerca de 48 milhões de reais e que tais crimes podem ter ocorrido enquanto Rui Costa foi ministro da Casa Civil do governo Lula. O ex-governador não se manifestou até o momento.

Segundo a manifestação, em meio à pandemia de covid-19, Rui Costa assinou o contrato com uma empresa sem documentação adequada para importação e autorizou pagamento adiantado. Os respiradores não foram entregues e o dinheiro não foi recuperado, com bloqueios judiciais que teriam recuperado menos de 3,5% do valor desviado.

A PGR aponta que a conduta pode envolver lavagem de dinheiro e ocultação de recursos, mantendo o montante oculto mesmo após mudanças de cargo de Rui Costa. A polícia federal continua diligências para identificar destino e beneficiários dos recursos supostamente desviados.

Mudanças de foro travaram a investigação

A apuração começou em 2020 na Bahia, seguiu para o STJ e para a Polícia Federal, e enfrentou variações de foro que comprometeram o andamento. A PGR afirma que o STF definiu regras para estabilizar o foro e evitar paralisações.

A peça da PGR afirma que os fatos de ocultação ocorreram durante o mandato de Rui Costa como governador e continuaram quando ele assumiu a pasta da Casa Civil. Assim, a competência seria do STF, segundo a PGR, para evitar oscilações entre tribunais.

O STJ, representado pelo ministro Og Fernandes, receberá a decisão sobre encaminhar ou não o caso ao STF. O rito tramita após a investigação ter passado por diversas instâncias, com histórico de delações envolvendo a empresa de respiradores.

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