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São Paulo propõe limite de 20 km/h em ciclovias e mudanças possíveis

Consulta pública propõe limite de vinte km/h em ciclovias para reduzir conflitos entre bicicletas, patinetes e outros autopropelidos em São Paulo

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  • A Prefeitura de São Paulo propõe regulamentar a circulação de bicicletas, patinetes e outros autopropelidos, com limite máximo de 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas.
  • A minuta está em consulta pública até segunda-feira, 8 de junho, para receber sugestões pela internet.
  • A proposta, baseada na Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nº 996/2023, traz regras para bicicletas tradicionais e elétricas e para autopropelidos, com 20 km/h em ciclovias e 6 km/h em calçadas compartilhadas com pedestres.
  • Autopropelidos não poderão circular em vias com velocidade superior a 40 km/h, calçadas, canteiros centrais com pedestres, nem em áreas de pedestres; há exceção para modelos similares a cadeira de rodas.
  • A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ficará responsável pelo acompanhamento das normas, além de ações educativas aos usuários; a cidade tem cerca de 6.700 equipamentos de locação (patinetes e bikes).

A prefeitura de São Paulo abriu consulta pública sobre a regulamentação da circulação de bicicletas, patinetes, hoverboards e outros equipamentos autopropelidos em vias da cidade. A proposta fixa limites de velocidade e regras de circulação para ciclovias, ciclofaixas, calçadas e vias com pedestres. O período de contribuição vai até 8 de junho.

A medida envolve o aumento do uso de ciclovias e vias compartilhadas por bicicletas, bicicletas elétricas e patinetes, com foco na segurança. Dados indicam que a capital tem cerca de 6.700 equipamentos de locação entre Woosh e JET, acirrando a disputa por espaço nessas vias.

A consulta pública foi divulgada pela Secretaria Executiva de Mobilidade e Trânsito (Semtra). A Prefeitura orienta a participação por meio de um portal específico e destaca que a participação tem caráter deliberativo para a futura portaria municipal.

Detalhes da proposta

Para bicicletas convencionais ou elétricas, a velocidade máxima nas ciclofaixas e ciclovias passaria a 20 km/h. Em calçadas compartilhadas com pedestres ou em vias sem faixa exclusiva, o limite cai para 6 km/h. Em vias com velocidade de até 50 km/h, sem ciclovia, o uso ocorrerá junto ao bordo da pista, respeitando o limite vigente na via. Não podem circular em vias de trânsito rápido ou em rodovias sem acostamento.

Para autopropelidos, como patinetes e skates, a velocidade máxima em ciclovias, ciclofaixas ou ciclorotas seria 20 km/h. Em vias com limite de até 40 km/h o monitoramento também permitiria 20 km/h. Em calçadas compartilhadas com pedestres, o limite seria 6 km/h. Equipamentos com largura até 70 cm, entre-eixos até 130 cm e potência até 1.000 W entram nesse grupo.

A proposta também prevê que autopropelidos parecidos com cadeiras de rodas para pessoas com deficiência podem circular em algumas situações, excetuando os limites de primeira regra.

Quem está envolvido

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, por meio da Semtra, coordena a regulamentação. A cidade atribui à Cet (Companhia de Engenharia de Tráfego) o acompanhamento das normas, bem como ações educativas para orientar usuários.

Especialistas em micromobilidade analisam a medida com cautela. Eles destacam que a proposta alinha-se a parâmetros já usados em outras cidades e com diretrizes federais, reforçando segurança sem impor limites excessivos.

Pontos de melhoria apontados

Analistas apontam que a norma não deve conflitar com o artigo 255 do Código de Trânsito Brasileiro, que regula circulação em calçadas. Há preocupação com possíveis conflitos entre modelos de bicicletas elétricas, autopropelidos com assento e ciclomotores, que não ficam explicitamente classificados no texto. A compatibilidade entre limites de 32 km/h máximos em vias sem ciclovia e os 20 km/h propostos é citada como tema a esclarecer.

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