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Sindicatos criticam PEC da escala 6×1 por liberar jornada para alta renda

Sindicatos criticam fim da escala 6x1, liberando jornada para alta renda e aumentando riscos à saúde e a direitos como FGTS e 13º

Relatório do deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA) acaba com a escala 6x1, mas também deixa profissionais de alta renda sem limite de horas de trabalho ou pagamento por extras
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  • A PEC propõe fim da escala 6×1 para trabalhadores que recebem acima de aproximadamente R$ 21.188, liberando a jornada sem controle para quem está na CLT nesse patamar.
  • O relator, deputado Leo Prates, diz que a mudança busca coibir a contratação como pessoa jurídica e modernizar as relações de trabalho.
  • Sindicatos e juristas classificarão a medida como retrocesso, com riscos à saúde e retorno a condições de trabalho antigas.
  • Setores específicos destacam impactos: aeronautas citam questões de saúde e segurança; engenheiros observam dano ao convívio familiar e à qualificação profissional.
  • A Constituição e a fiscalização ficam em debate: especialistas veem possível inconstitucionalidade, pagamento de horas extras pode ficar mais difícil, e a norma vale apenas para novos contratos, mantendo acordos coletivos.

A PEC que propõe o fim da escala 6×1 prevê retirar o controle de jornada para trabalhadores de alta renda no regime CLT, a partir de salários acima de 21 mil reais. A ideia, segundo o relator, é reduzir a contratação por PJ e modernizar as relações de trabalho.

O relator do texto é o deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia. Ele afirma que a medida incentiva a contratação de profissionais com salários elevados pela CLT, ampliando a proteção e a formalização das relações de trabalho.

Sindicatos criticam a mudança, dizendo que ela amplia riscos à saúde e reduz direitos. A CUT apoia em parte a ideia, mas rejeita excluir trabalhadores da proteção constitucional à jornada.

Reação dos trabalhadores e do setor

Sérgio Nobre, presidente da CUT, afirma que liberar a jornada para altos rendimentos é retrocesso e pode aumentar adoecimento. O dirigente diz que a pauta volta a discussões no Senado.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas aponta riscos à saúde e à segurança de voos, destacando que o setor já enfrenta escalas longas. A entidade promete atuação no Senado para preservar direitos.

O Sindicato dos Engenheiros de SP destaca impactos no convívio familiar e na qualificação, mantendo a proteção social. A entidade também afirma que a medida não reduz a pejotização e busca retirar o dispositivo.

Aspectos legais e operacionais

Especialistas alertam para possível inconstitucionalidade ao tratar casos diferentes pelo salário. Um jurista da USP sustenta que a diferenciação de direitos entre trabalhadores de mesma empresa pode violar a Constituição.

Outro especialista, da UFRJ, aponta dificuldades de fiscalização de horas extras sem o cartão de ponto. A depender de testemunhos ou de localização por celular, a comprovação de jornadas fica mais complexa.

A previsão é de que as novas regras alcancem apenas novos contratos, caso o texto seja aprovado. Contratos vigentes não podem ser alterados para prejudicar trabalhadores, e acordos coletivos continuam válidos.

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