- O governo afirma ter reforçado o monitoramento e o contingente de brigadistas diante da previsão de “Super El Niño”.
- Ações incluem mais aeronaves, equipamentos de prevenção e combate e apoio financeiro de mais de meio bilhão de reais aos corpos de bombeiros dos estados com mais incêndios.
- Capobianco destacou que, nos últimos três anos, o desmatamento na Amazônia caiu pela metade; no Cerrado caiu 32% e no Pantanal, 65%.
- Em 2025, o desmatamento total foi de 984.794 hectares, o menor desde 2019, com redução também em todos os biomas.
- O ministro citou expansão de áreas protegidas (aproximadamente 5 milhões de campos de futebol), retorno do Fundo Amazônia com nove países financiadores e 3,4 milhões de hectares recuperados.
O governo informou que reforçou o monitoramento de queimadas e mobilizou o maior contingente de brigadistas da história para enfrentar o risco de um Super El Niño. A medida inclui aumento de aeronaves, equipamentos de prevenção e apoio financeiro aos bombeiros estaduais, com apoio de mais de meio bilhão de reais.
Capobianco destacou que o aumento de recursos também ocorreu para combater incêndios em áreas protegidas, reforçando ações de prevenção e resposta rápida em todo o país. Ele assumiu o cargo no início de abril, após a saída da ex-ministra para concorrer nas eleições deste ano.
Em seu pronunciamento, o ministro ressaltou a melhoria recente no desmatamento, apontando queda significativa nos biomas brasileiros. Segundo ele, a Amazônia teve redução de metade do desmatamento nos últimos três anos, o Cerrado registrou queda de 32% e o Pantanal, 65%.
Desmatamento e metas
Dados do MapBiomas indicam que 2025 foi o menor nível de desmatamento desde 2019, com 984.794 hectares desmatados, 20,6% a menos que em 2024. A redução ocorreu em todos os biomas, incluindo Amazônia, que apresentou queda de 23,5%.
Capobianco afirmou que o país ampliou áreas protegidas, com criação de reservas e reconhecimento de terras indígenas e quilombolas. Ele também destacou a retomada da cooperação internacional por meio do Fundo Amazônia, com participação de nove países financiadores.
Investimentos e impactos
O ministro citou um volume de 204 bilhões de reais em recursos públicos e privados para ações de prevenção, restauração e combate ao desmatamento. A recuperação de áreas degradadas atingiu 3,4 milhões de hectares, resultado atribuído à retomada de investimentos em ciência, monitoramento e fortalecimento de instituições como Ibama e Chico Mendes.
Embora os números sejam positivos, o governo enfrenta críticas sobre projetos de exploração de petróleo na Foz do Amazonas e a privatização de hidrovias na região, que despertaram resistência de comunidades e indígenas.
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