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Ministro diz que é possível reduzir emissões e mostrou ao mundo

Rio Nature & Climate Week reúne autoridades e povos para manter a pauta climática após a COP30, com queda de desmatamento na Amazônia e protagonismo indígena

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  • O ministro Eloy Terena afirmou, durante a Rio Nature & Climate Week, que é possível reduzir desmatamento e emissões, mantendo a pauta climática como prioridade de Estado.
  • Dados do sistema Deter mostram queda de 35% nos alertas de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2025 e janeiro de 2026.
  • Lucia Alberta, presidente da Funai, defende a inclusão de povos indígenas em discussões ambientais, afirmando que são guardiões dos biomas.
  • Terena pediu protagonismo dos povos originários nos debates sobre clima e desenvolvimento sustentável, destacando soluções de manejo ambiental que eles oferecem.
  • A Rio Nature & Climate Week ocorre no Rio de Janeiro, de 1º a 6 de junho, com foco na Agenda de Ação Climática Global para a COP31, em Antália, Turquia.

O Rio Nature & Climate Week, realizado entre 1º e 6 de junho no Rio de Janeiro, reúne autoridades, cientistas e sociedade civil para discutir ações ambientais rumo à COP31, na Turquia. O evento foca clima e natureza, com base na Agenda de Ação Climática Global apresentada na COP30.

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, destacou avanços desde a COP30 e defendeu a continuidade das ações até a COP31, prevista para novembro de 2026 em Antália. Segundo ele, é possível reduzir desmatamento e emissões e manter a pauta climática como prioridade de Estado.

Dados do sistema Deter apontam redução de 35% nos alertas de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, conforme levantamento citado pelo ministro durante o painel A Liderança do Brasil em um Mundo em Transformação.

Lucia Alberta, presidenta da Funai, ressaltou a necessidade de incluir povos indígenas em discussões ambientais, afirmando que essas comunidades são guardiãs dos biomas brasileiros e são fortemente impactadas quando ausentes de políticas públicas.

Terena insistiu que os povos originários tenham protagonismo nos debates sobre clima e desenvolvimento sustentável, destacando que eles oferecem soluções para manejo ambiental e proteção de territórios. O ministro destacou que indígenas não devem aparecer apenas como vulneráveis a serem protegidos.

Contexto da Rio Nature & Climate Week

A cidade do Rio de Janeiro sedia o evento, que reúne governantes, pesquisadores, empresários, investidores e representantes da sociedade civil, com foco em ações a partir do Sul Global. Grandes temas percorrem seis eixos da Agenda Global, baseada na COP30 e norteadora da COP31.

Entre os temas estão transição energética, proteção de florestas, oceanos e biodiversidade, transformação da agricultura, resiliência de cidades e recursos hídricos, desenvolvimento humano e financiamento para a ação climática.

A programação inclui painéis com autoridades e especialistas ligados ao meio ambiente, incluindo nomes como João Paulo Capobianco, Lucas Padilha e Ana Toni, que discutiram coordenação de agendas ambientais globais.

Participam ainda ex-ministros ligados ao tema, como Sonia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas, e Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, que compõem o conjunto de interlocutores do Rio Nature & Climate Week.

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