- Dirigentes do PSB dizem à Coluna do Estadão que descartan apoiar um nome petista à Presidência em 2030, mesmo com derrota de Lula.
- A avaliação é de que o PT é necessário para vencer a extrema-direita, mas o PSB pode lançar quadros próprios caso o cenário sem Lula se fortaleça.
- O partido projeta crescer de 17 para cerca de 30 deputados na Câmara, mirando a oitava ou nona maior bancada.
- Márcio França gera atrito: Lula quer França como vice de Haddad, enquanto o ex-ministro queria ser candidato ao Senado.
- A cúpula também cita irritação com articulações envolvendo Geraldo Alckmin e com a definição sobre Pernambuco, onde Lula prometeu palanque único.
O PSB avança com avaliações internas de que, mesmo em caso de derrota, lançar um nome próprio ao Palácio do Planalto pode fortalecer o partido. Dirigentes da cúpula criticam o que chamam de fogo amigo por parte do PT e estão inclinados a pensar em uma candidatura própria para 2030, sem depender de Lula.
A sondagem interna aponta que o apoio a Lula é visto como necessário por ser o concorrente mais competitivo contra a extrema-direita, além de reconhecer a trajetória política do petista. Contudo, o cenário sem Lula abre espaço para o PSB lançar quadros nacionais.
A aposta do partido envolve uma bancada expressiva na Câmara. Hoje com 17 deputados, a projeção é chegar a cerca de 30 eleitos em outubro, o que colocaria o PSB entre a oitava e a nona maior bancada.
Márcio França é alvo de resistência interna, após dificultar alianças. Em 2022, França retirou a candidatura ao governo de São Paulo para apoiar Haddad, numa negociação associada a Lula. Hoje, o ex-ministro busca definição do PT sobre ser vice ou candidato ao Senado.
A cúpula do PSB também reclama de articulações envolvendo Geraldo Alckmin. O MDB teria recusado assumir a vice-presidência ao lado de Lula, segundo a ala socialista, o que teria sido visto como desrespeito a Alckmin.
Em Pernambuco, a indefinição complica as escolhas estaduais. Lula teria se comprometido a manter palanque único após encontro com João Campos, que ainda aguarda o anúncio oficial de Lula sobre o governo local.
A avaliação interna aponta que Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil, aparece como figura presente em movimentos táticos do PSB, considerados por alguns dirigentes como inconsistentes. A tendência é fortalecer quadros para um eventual 2030, seja com Lula ou com candidatura própria.
Subtítulo
PSB mira 2030 com quadro próprio pode fortalecer bancada e ampliar atuação nacional, independentemente de alianças com o PT.
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