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Haddad diz que Brasil deve cooperar com EUA sem subordinar seus interesses

Haddad defende cooperação com os EUA no combate ao crime organizado, sem subordinação do interesse brasileiro; vai propor capítulo de segurança na Constituição

Fernando Haddad (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
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  • Fernando Haddad defende cooperação com os Estados Unidos para combater o crime organizado, mas afirma que o Brasil não pode subordinar seus interesses aos americanos.
  • Ele aponta que o dinheiro do crime é lavado nos Estados Unidos e que armas usadas no Brasil vêm de lá, defendendo uma cooperação sem submissão.
  • Haddad criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por não cooperar com a União no combate ao crime organizado.
  • Em alinhamento com a segurança pública, ele disse que, se eleito, vai iniciar dialogando com o presidente para criar um capítulo dedicado à segurança na Constituição.
  • O ex-ministro também afirmou que a educação, a seguridade social, a cultura e o esporte já têm ações específicas, enquanto a segurança não dispõe de um capítulo constitucional dedicado.

Fernando Haddad defendeu a cooperação com os Estados Unidos para combater o crime organizado, mas reiterou que não se pode subordinar o interesse brasileiro ao americano. As declarações foram feitas em entrevista ao podcast 3 Irmãos, publicada neste sábado, 6.

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo afirmou que o fluxo de recursos ilícitos e armas envolve os dois países, o que torna necessária uma parceria estratégica. Mesmo assim, afirmou que é fundamental manter autonomia na definição de prioridades nacionais.

Haddad também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pelo que chamou de não cooperação com a União no enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, a gestão estadual teria sabidamente dificultado a tramitação de leis ligadas à segurança pública.

Plano para Segurança Pública

O ex-ministro afirmou que, caso eleito, irá trabalhar com o presidente para inserir um capítulo específico sobre segurança pública na Constituição. A ideia, segundo ele, é igualar a importância de educação, seguridade social, cultura e esporte com a proteção institucional aos cidadãos.

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