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Insegurança e instabilidade influenciam eleitores na disputa presidencial do Peru

Insegurança e alta criminalidade moldam a disputa presidencial no Peru, com extorsões e ataques a motoristas pesando na escolha entre Fujimori e Sánchez

Bus driver Toño says a criminal gang shot him in the legs and body after demanding money.
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  • A insegurança e os extorsões estão entre as principais preocupações dos eleitores na corrida presidencial no Peru, com quase trinta mil casos em dois mil e vinte e cinco e ataques a motoristas de ônibus.
  • A candidata Keiko Fujimori, de direita, defende medidas duras contra o crime; o adversário Roberto Sánchez, da esquerda, propõe ampliar o Estado e aumentar gastos públicos.
  • Em San Juan de Lurigancho, os motoristas contam com policiamento armado para proteção; a cidade é apontada como um dos melhores ambientes para extorsão na capital.
  • O debate econômico contrapõe a defesa de mercado livre de Fujimori à proposta de Sánchez de revisar contratos de mineração, aumentar impostos e ampliar o controle estatal de recursos naturais.
  • A instabilidade política persiste, com o Congresso sem maioria e casos judiciais em andamento, enquanto jovens expressam cansaço com a política e o ritmo de mudanças.

O que aconteceu é que uma gangue criminosa exigiu cerca de 15 mil dólares de uma empresa de ônibus em Lima, no Peru, e realizou um ataque armado ao motorista Toño. A agressão ocorreu anteontem, em um distrito pobre da capital, antes de o motorista voltar ao trabalho.

Toño sofreu ferimentos nas pernas e no abdômen, ficou afastado por quatro meses e hoje trabalha com medo. O caso é um dos quase 30 mil episódios de extorsão registrados no Peru em 2025, com grande parte atingindo comerciantes e trabalhadores de transporte.

A insegurança também envolve homicídios e coloca o tema entre as principais preocupações dos eleitores na eleição presidencial de domingo. Lima abriga o epicentro da violência associada à extorsão, segundo observatórios independentes.

O cenário político

A candidata de direita Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, disputa a cadeira presidencial pela quarta vez contra o candidato de esquerda Roberto Sánchez. Fujimori propõe políticas de endurecimento contra o crime.

Sánchez defende mudanças profundas no Estado, com expansão de gastos públicos. Em meio às propostas, o país vive instabilidade política, com ausência de maioria no Congresso.

O impacto local

No bairro de San Juan de Lurigancho, guardas ajudam a proteger o complexo de ônibus onde Toño trabalha. A área é apontada como a mais vulnerável à extorsão em Lima, com casos de ataques a motoristas registrados pela empresa.

Toño convive com a presença de policiais armados a bordo para sua proteção. O medo de novas agressões é citado como motivo para manter a vigilância intensiva.

As propostas em disputa

Defensores de Fujimori defendem o livre mercado, atração de investimentos e combate firme à criminalidade. Em contrapartida, apoiadores de Sánchez defendem revisão de contratos de mineração, aumento de impostos corporativos e maior controle estatal dos recursos.

Alguns moradores veem risco de instabilidade econômica caso o estado amplie a participação na economia. Outros acreditam que políticas públicas mais fortes podem trazer melhoria em serviços e infraestrutura.

Perspectivas entre jovens

Entre jovens, a percepção é de que a mudança pode demorar. Estudantes relatam desilusão com a classe política e temem acentuada autoritarismo em caso de vitória de Fujimori, segundo relatos de campus.

Para muitos, o voto é visto como decisão entre prever mais estabilidade ou manter caminhos já explorados. O aprofundamento de reformas permanece como ponto central do debate eleitoral.

Contexto histórico e recente

O Peru enfrenta oito presidentes nos últimos dez anos, com instabilidade institucional repetida. Economicamente, o país mantém posição estável, impulsionada pela mineração, apesar das críticas a desigualdades regionais.

Analistas ressaltam polarização intensa entre os candidatos e a dificuldade de implementação de planos devido ao Congresso fragmentado. A pressão social por mudanças é constante.

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