- Bernadette Chirac morreu aos 93 anos neste sábado; foi primeira-dama da França de 1995 a 2007, ao lado do ex-presidente Jacques Chirac (falecido em 2019).
- Ela construiu base política na região rural de Corrèze e transformou uma instituição beneficente que atende crianças em uma instituição nacional.
- O presidente Emmanuel Macron confirmou a notícia, destacando o papel dela na história francesa e o trabalho filantrópico que ajudou milhões de pacientes.
- Nascida em Paris em 18 de maio de 1933, formou-se na Sciences Po, casou-se com Jacques Chirac em 1956 e permaneceram juntos por 63 anos.
- Em 1994 assumiu a direção da instituição de caridade médica e a comandou até 2019, quando a entregou a Brigitte Macron, tornando-se presidente honorária.
Bernadette Chirac, ex-primeira-dama da França, morreu aos 93 anos neste sábado. A notícia foi confirmada pelo presidente Emmanuel Macron, que a descreveu como uma “grande dama” que marcou a história francesa e ajudou pacientes com trabalho filantrópico.
A trajetória de Chirac começou em Paris, em uma família abastada, e ganhou destaque na política local de Corrèze. Ela administrou uma instituição beneficente voltada a crianças hospitalizadas, que cresceu até tornar-se um símbolo nacional de apoio à saúde infantil.
Casada com Jacques Chirac desde 1956, ocupou posição de influência ao lado dele por décadas, incluindo 12 anos no Palácio do Eliseu, entre 1995 e 2007. Sua atuação ajudou a consolidar uma base de poder própria, especialmente na esfera social.
Nascida Bernadette Thérèse Marie Chodron de Courcel, em 1933, em Paris, ela frequentou a Sciences Po e conheceu Jacques Chirac, com quem formou um casal politicamente influente. O relacionamento durou 63 anos, até a morte de Jacques em 2019.
Entre as ações públicas, destaque-se a liderança da instituição de caridade criada em 1994 para arrecadar recursos para crianças hospitalizadas, que ela conduziu até 2019. A partir daí, passou a atuar como presidente honorária.
A vida pública de Bernadette Chirac ficou marcada pela imagem de mulher firme, com estilo próprio. Ela chegou a ser chamada de “última rainha da França” por seu papel institucional e político, especialmente fora dos círculos oficiais.
A filha mais velha, Laurence Chirac, enfrentou problemas de saúde mental na adolescência, incluindo meningite, anorexia e tentativas de suicídio. Essas questões privadas contribuíram para o engajamento da família em causas sociais.
Segundo a imprensa, Chirac manteve influência política ao longo do tempo, inclusive na reconciliação entre Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy. Em suas memórias, publicada em 2001, ela detalha parte de sua visão sobre a vida pública.
O ex-presidente Luís Luís, no entanto, não é parte deste texto. A confirmação da morte foi feita pelo presidente atual da França, que destacou o impacto de Bernadette Chirac no país e no setor filantrópico.
Fonte: AP.
Entre na conversa da comunidade