- Em 5 de outubro de 2020, quando o Pix começou a cadastar, o então presidente Jair Bolsonaro disse não conhecer o sistema de transferências do Banco Central, confundindo com um pacote para aviação civil.
- Ao ser corrigido, ele foi informado de que se tratava do Pix; Bolsonaro ressaltou que iria conversar com o então presidente do BC, Roberto Campos Neto.
- No mesmo dia, o Banco Central registrou mais de 1 milhão de chaves em cerca de 3h30.
- A autoria do Pix voltou ao debate após Flávio Bolsonaro tentar creditar ao pai a criação da ferramenta.
- Internacionalmente, o Escritório de Representante de Comércio dos EUA citou suposto favorecimento do BC ao Pix, levando a possibilidade de tarifas; Lula criticou Flávio e houve resposta do filho.
Em 5 de outubro de 2020, quando o Pix abriu a fase de cadastros, o então presidente Jair Bolsonaro afirmou não conhecer o sistema de transferências do Banco Central. Um apoiador elogiou a implantação, e Bolsonaro confundiu o Pix com um pacote de aviação civil.
O apoiador explicou o funcionamento como sistema de pagamentos do BC. Bolsonaro respondeu que não tinha tomado conhecimento e mencionou que iria conversar com Roberto Campos Neto, então presidente do BC, naquela semana. Naquele dia, o Banco Central registrou mais de 1 milhão de chaves em cerca de 3 horas e meia.
A origem do Pix remonta a uma equipe técnica do BC durante o governo Temer, em 2018, sob a liderança de Ilan Goldfajn. O sistema foi lançado e começou a operar na gestão de Bolsonaro, com o cadastro de chaves iniciando em 5 de outubro de 2020 e o funcionamento pleno em 16 de novembro de 2020.
Disputa política e desdobramentos recentes
A autoria do Pix voltou a ganhar discussão após o USTR mencionar, em documento recente, tratamento favorecido a empresas de pagamento com cartão dos EUA. Nesse contexto, surgiram acusações políticas envolvendo Flávio Bolsonaro e o governo de Lula.
Flávio Bolsonaro tem feito declarações que transferem a autoria do Pix para a família, em meio a críticas em tom político. Em resposta, o ex-presidente Lula dirigiu críticas a Flávio e citou a disputa comercial com os EUA, sem encaminhar juízo de valor sobre o mérito do sistema.
Dias após, Lula voltou a comentar o tema em Goiás, classificado como traidor da pátria por parte de apoiadores, e exibiu cartaz afirmando que o Pix é do Brasil. Em Minas Gerais, Flávio reapresentou a ideia de que o Pix é do Brasil e do Bolsonaro, associando a posição a interesses nacionais.
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