- Ramaphosa anunciou medidas para coibir a migração irregular, diante de marchas anti-estrangeiros e do desemprego elevado.
- Entre as ações estão prisão de empregadores que contratam trabalhadores indocumentados, tribunais dedicados para acelerar deportações e um registro biométrico para evitar roubo de identidade.
- O governo também pretende reforçar a segurança nas fronteiras, fechar brechas legais e combater a corrupção no sistema de imigração.
- Países africanos vizinhos já organizam evacuações de seus nacionais; há um prazo de setenta? de 30 de junho para a saída de migrantes indocumentados.
- Ramaphosa pediu que não haja vigilantismo, mencionou envio de representantes para outros países africanos para tratar das medidas e citou quotas de emprego para estrangeiros.
O presidente sul-africano Cyril Ramaphosa anunciou um conjunto de medidas para coibir a migração ilegal, em meio a tensões com marchas antiestrangeiros e insatisfação com o alto desemprego. O pronunciamento ocorreu em meio a pressões sobre serviços públicos e temores de violência contra estrangeiros.
Ramaphosa descreveu um plano que inclui prender empregadores que contratam trabalhadores sem documentação, criar tribunais dedicados para acelerar deportações e instituir um registro com dados biométricos para coibir a falsificação de identidades. O objetivo é reduzir as pressões sobre o aparato público.
O presidente advertiu que não haverá tolerância com a ação de indivíduos que ajam como vigilantes, enfatizando que apenas autoridades autorizadas podem agir contra violações da lei de imigração. Ele pediu que a população não tome medidas por conta própria.
Pontos centrais do plano
- Combate a violadores da lei de imigração e fortalecimento da fronteira.
- Combate à corrupção dentro do sistema de imigração.
- Eliminação de brechas legais e melhoria da cooperação com outros países africanos.
- Transformação do processo de recebimento de refugiados, com mudança de centros para postos de fronteira.
- Estabelecimento de cotas de emprego para estrangeiros em setores econômicos.
Ramaphosa mencionou que a migração ilegal coloca sobre os serviços públicos uma pressão indevida e destacou a necessidade de ações coordenadas. O governo planeja ainda enviar representantes a outros países africanos para comunicar as medidas adotadas.
Segundo dados oficiais, mais de três milhões de estrangeiros vivem na África do Sul, representando cerca de 5% da população, com estimativas de fluxos irregulares ainda não totalmente quantificados. O presidente informou que, no último ano, a Autoridade de Gestão de Fronteiras interceptou mais de 450 mil pessoas tentando entrar ilegalmente.
O discurso apontou que empregadores pagam salários abaixo do mínimo para trabalhadores sem documentação e que, em caso de infração, poderão receber penas mais severas, incluindo prisão. Também foi anunciada a intenção de abandonar livros de identidade verde para reduzir furtos de identidade e facilitar a implementação de um ID digital no futuro.
Ramaphosa reforçou ainda que houve preocupação com o uso de lojas de conveniência de bairro por migrantes irregulares e que haverá registro adequado de pequenos negócios por meio de políticas de desenvolvimento empresarial. Também foram mencionadas quotas para contratação de estrangeiros em setores econômicos específicos.
O presidente concluiu que as medidas visam promover um país mais seguro, legal e próspero, mantendo o compromisso com a diversidade e com a cooperação regional para enfrentar o desafio da migração ilegal.
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