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Brasil fica atrás na corrida tecnológica global

Brasil corre o risco de chegar a 2030 como anão tecnológico, com atraso em abertura externa e inovação, mesmo com avanços em fintechs e agrotecnologia

Brasil tem algumas poucas áreas de excelência tecnológica, mas em geral fica para trás na comparação com o mundo desenvolvido. (Foto: ChatGPT sobre foto de nanoslavic/Pixabay)
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  • O Brasil corre risco de chegar a 2030 como anão tecnológico, com avanços limitados a áreas como fintechs, agritech e alguns nichos, distante da revolução digital global.
  • Histórico protecionista, como a Política Nacional de Informática de 1979, impôs proibição de importação de computadores e de componentes estrangeiros, atrasando o setor.
  • Abertura externa começou a ganhar impulso nos anos 1990, com Collor encerrando a Lei de Informática; na primeira gestão de Lula, houve meta de duplicar a abertura externa.
  • A cultura nacionalista e xenófoba desde os anos 1930 ajudou a manter o Brasil isolado, em contraste com a abertura externa que transformou o Japão nas décadas de 1970 em referência tecnológica.
  • Dados recentes indicam queda das universidades brasileiras no ranking mundial CWUR, refletindo perda de posição em pesquisa e desenvolvimento de ciência e tecnologia.

O Brasil corre o risco de entrar na década de 2030 como um anão tecnológico, apesar de ter áreas de excelência como fintechs e agrotecnologia. O alerta vem de análises que apontam atraso na inovação e na capacidade de transformar tecnologia em ganho econômico.

Desde a década de 1930, o país sustenta uma cultura nacionalista e protecionista que freia a abertura externa. Barreiras à importação e a reserva de mercado para informática são citadas como fatores que atrasaram o desenvolvimento tecnológico nacional.

A partir de 1979, a Política Nacional de Informática restringiu importação de computadores e componentes, fortalecendo empresas nacionais e desligando o Brasil de fluxos tecnológicos globais. A medida é vista como responsável por décadas de atraso.

História de abertura e fechamento

Até 1991, o Brasil manteve políticas de fechamento. O governo Collor encerrou a Lei de Informática, abrindo o país ao exterior e iniciando a redução gradual do atraso tecnológico. A partir de 2003, o governo Lula buscou duplicar a abertura externa, impulsionado por Palocci.

O país registrou avanços em setores específicos, como agroenergia, aeronáutica e fintechs. Contudo, continua atrás nos campos de tecnologia de alto valor agregado e inovação disruptiva. Dados recentes apontam queda de posições em rankings de pesquisa.

Situação atual e perspectivas

Analistas destacam que o atraso não é apenas relativo a 2020-2024, mas resultado de políticas de décadas. O Brasil ainda depende de tecnologia estrangeira em áreas críticas e precisa ampliar o ecossistema de P&D, financiamento e talento qualificado.

A narrativa histórica evidencia que o Brasil teve momentos de abertura gradual, mas não consolidou uma cultura de inovação integrada. O desafio é transformar esse histórico em ganhos concretos de produtividade e competitividade tecnológica.

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