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Defesa de Jairinho alega parcialidade de juíza para contestar pena de 43 anos

Defesa de Jairinho pretende recorrer da pena de 43 anos, alegando parcialidade da juíza e buscando anular o júri para novo julgamento

Ex-vereador Jairinho foi condenado a 43 anos pela morte de Henry Borel
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  • Defesa do ex-vereador Jairinho vai recorrer da condenação de 43 anos pela morte de Henry Borel, ocorrida em 2021, em julgamento no Rio de Janeiro.
  • Recurso será apresentado nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, sob a alegação de parcialidade da juíza e com pedido de anulação da sentença.
  • Advogados comparam o caso ao de Monique Medeiros, mãe da criança, que recebeu perdão judicial; afirmam que, se o júri for anulado para Medeiros, deve ser para Jairinho também.
  • O time de Jairinho sustenta que a imparcialidade é requisito da jurisdição e que o réu deve passar por um novo júri, sem nulidades.
  • A condenação de Jairinho foi mantida na quinta-feira anterior, após 11 dias de julgamento; Monique Medeiros teve perdão judicial, e a juíza considerou a reação da sociedade desproporcional.

A defesa do ex-vereador Jairinho pretende entrar com recurso contra a condenação pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em 2021. Jairinho foi considerado culpado pelo júri pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação, recebendo pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias. A defesa deverá apresentar o recurso na segunda-feira (8), em segunda instância, alegando parcialidade da juíza e buscando a anulação da sentença.

A sentença foi divulgada após 11 dias de julgamento, o maior da história recente do Rio de Janeiro. A decisão confirmou a condenação de Jairinho, enquanto a mãe de Henry, Monique Medeiros, recebeu perdão judicial. A juíza Elizabeth Machado Louro justificou a pena citando a gravidade dos crimes e a brutalidade recebida pela vítima.

Defesa aponta suposta parcialidade

Os advogados afirmam que houve parcialidade da magistrada ao longo do processo e solicitam a revisão, defendendo que o julgamento seja refeito sem nulidades. O argumento é de que, se houve anulabilidade no caso de Monique Medeiros, também deve haver para Jairinho, garantindo um novo júri e um julgamento justo. A defesa também pretende utilizar argumentos já apresentados pelo Ministério Público e pela Assistência de Acusação.

Contexto do caso

Henry Borel, então com 4 anos, morreu em 2021 em circunstâncias envolvendo Jairinho e Monique Medeiros. O caso ganhou repercussão nacional e levou a uma fase de júri popular. A decisão desta quinta-feira consolidou a condenação de Jairinho, mantendo o entendimento de que os crimes foram cometidos com envolvimento grave de violência.

Desdobramentos esperados

Caso a defesa obtenha sucesso no recurso, o processo retorna a uma instância superior para nova análise. Não há prazo definido para a conclusão do recurso, que pode incluir novas etapas processuais, dependentes da leitura dos fundamentos da defesa. As partes envolvidas permanecem sob custódia processual enquanto o recurso tramita.

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