- AtlasIntel afirmou que a pesquisa foi concluída antes de os entrevistados terem contato com o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, negando indução dos participantes.
- O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a divulgação do estudo após identificar indícios de indução.
- O levantamento indicava 41,8% de Flávio Bolsonaro e 48,9% de Lula em um eventual segundo turno.
- A empresa explicou que a ferramenta Atlas VRC mede reações a conteúdos audiovisuais e que o questionário principal não foi influenciado.
- O plenário do TSE decide nesta terça-feira se mantém ou revoga a suspensão; a AtlasIntel confia na análise técnica para sustentar a metodologia.
O AtlasIntel rebateu nesta segunda-feira 8 a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa eleitoral sobre Flávio Bolsonaro. O instituto afirma que o questionário foi concluído antes da divulgação do áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e que não houve indução dos entrevistados. A pesquisa apontava queda de seis pontos nas intenções de voto do senador em cenário de segundo turno contra Lula.
Segundo a AtlasIntel, o levantamento, divulgado em 19 de maio, mostrava Flávio Bolsonaro com 41,8% ante 48,9% de Lula. A suspensão foi determinada por Nunes Marques sob a alegação de indícios de indução dos entrevistados. O TSE deve analisar a validade da decisão em plenário nesta terça-feira 9.
A empresa explicou que o questionário principal foi respondido antes de qualquer contato com o conteúdo audiovisual sobre o caso Banco Master. Após a conclusão da pesquisa, houve uma etapa adicional na plataforma Atlas VRC, destinada a medir reações a conteúdos audiovisuais, sem alterar as respostas já registradas.
A AtlasIntel disse que a ferramenta Atlas VRC tem finalidade distinta da pesquisa eleitoral e serve para observar reações de diferentes grupos demográficos a conteúdos. Em nota, o instituto ressaltou que pesquisas posteriores de outros institutos registraram efeitos semelhantes ao episódio do áudio.
A defesa do PL argumentou que o questionário continha perguntas com conteúdo negativo sobre Flávio Bolsonaro antes de medir intenção de voto, rejeição e imagem. A ação cita termos como “esquema de fraudes” e “evidências de envolvimento” como fator de possível influência.
O plenário do TSE deve, conforme o cronograma, decidir se mantém ou revoga a suspensão imposta a AtlasIntel. A empresa afirmou que respeitará a decisão judicial e que coopera integralmente com a Justiça Eleitoral, confiando na robustez metodológica de seu estudo.
Contexto e desdobramentos
O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, posicionou-se nas redes sociais, defendendo a reputação da empresa e afirmando que resultados controversos já enfrentaram críticas, sem comentar diretamente a decisão do TSE. A manifestação enfatuiu que a trajetória da empresa é de longa parceria com veículos de pesquisa de renome global.
Fontes oficiais do TSE não comentaram o conteúdo técnico da disputa, limitando-se a informar que a avaliação da validade da pesquisa ficará a cargo do plenário. A decisão deverá esclarecer se houve ou não violação metodológica ou de neutralidade no levantamento apresentado pela AtlasIntel.
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