- Bill Gates deporá perante o comitê de supervisão da Câmara dos Representantes nesta quarta-feira, no âmbito de investigações ligadas ao caso Epstein.
- Um assessor apresentou Epstein à fundação como alguém capaz de mobilizar recursos significativos para saúde global, para angariar doações.
- A Fundação Gates abriu auditoria sobre o envolvimento com Epstein; a organização afirma que não pagou nem buscou colaboração com ele, e Gates disse ter se arrependido de cada minuto das interações.
- Houve contatos e reuniões entre 2011 e 2012 com participação de Boris Nikolic, Richard Henriques e Gabrielle Fitzgerald, entre outros; em 2013 Epstein alegou que Gates tentou esconder uma doença sexual com “garotas russas”, alegação negada pela equipe de Gates.
- Warren Buffett disse que ainda não decidiu se continuará doando após tomar conhecimento das revelações; ele doou cerca de US$ 48 bilhões à Fundação Gates entre 2006 e 2025.
Bill Gates será ouvido nesta quarta-feira por investigadores ligados ao caso Epstein, no Congresso dos EUA. O objetivo é esclarecer ligações entre Epstein e a Fundação Gates, e evitar impactos nas atividades filantrópicas da organização.
Segundo apuração, um assessor da fundação apresentou Epstein como amigo e potencial captador de recursos. A investigação mira se houve busca de doações significativas para saúde global, mesmo com a negativa da fundação quanto a pagamentos ou parcerias com ele.
A Fundação Gates afirmou ter iniciado uma auditoria interna sobre o envolvimento com Epstein. Em comunicado, disse lamentar qualquer interação de funcionários com ele, e que Epstein alegou ter potencial para angariar recursos para saúde e desenvolvimento global, o que não ocorreu.
Gates reconheceu ter se encontrado com Epstein entre 2011 e 2012, e afirmou se arrepender de cada minuto desses encontros. Em fevereiro, o bilionário pediu desculpas aos executivos da fundação por ter envolvido a instituição nessas reuniões.
O diretor-executivo Mark Suzman disse, em reunião interna, que o vínculo com Epstein mancha a imagem da fundação. Ele classificou as comunicações entre Epstein e funcionários como perturbadoras e disse que não deveriam ter ocorrido.
Warren Buffett, outro gigante da filantropia, afirmou em abril que não decidiu se continuará doar recursos à Fundação Gates. Buffett doou cerca de 48 bilhões de dólares entre 2006 e 2025, segundo reportagens associadas ao caso.
Epstein visitou a sede da fundação em Seattle em julho de 2011 e buscou contatos para levantar bilhões em parceria com a instituição. Relatórios indicam que houve reuniões entre executivos da fundação e Epstein, em Nova York, em 2011 e 2012.
Contexto e desdobramentos
Entre os emails, Epstein afirmou que Gates tentou ocultar uma doença sexualmente transmissível da esposa Melinda. A defesa de Gates classificou as alegações como falsas. A fundação disse que não pagou nem colaborou com Epstein.
Os relatos mencionam ainda contatos de Boris Nikolic, então assessor de ciência da fundação, e outras figuras que participaram de reuniões com Epstein. Entidades filantrópicas associadas à Gates acompanham o desenrolar, sem posicionamento público invasivo no momento.
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