- A Justiça Federal decidiu que Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, será julgado pelo júri popular pelos homicídios qualificados de Bruno Pereira e Dom Phillips, ocorridos em dois mil e vinte e dois no Vale do Javari, Amazonas.
- O Ministério Público Federal aponta que Colômbia foi mandante do crime, financiando um grupo de pesca ilegal na região.
- Além dele, são investigados Amarildo da Costa Oliveira, que confessou o crime, Jefferson da Silva Lima, Jânio Freitas de Souza e Oseney da Costa de Oliveira, este último conhecido como “Dos Santos”.
- Os corpos foram encontrados em quinze de junho, após a confissão de Amarildo indicar a localização; Bruno foi baleado duas vezes no tórax e uma na cabeça, e Dom, um tiro no tórax.
- A juíza determinou que o MPF se manifeste sobre o pedido de medidas cautelares diversas da prisão, já que Colômbia permanece em prisão preventiva.
A Justiça Federal decidiu que Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como Côlombia, será julgado por júri popular pelos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, ocorridos em 2022 no Vale do Javari, Amazonas. A denúncia aponta que ele foi mandante dos homicídios.
Conforme o MPF, Côlombia financiava um grupo de pesca ilegal na região e coordenou ações que envolveram os assassinatos. A magistrada Cristina Lazzari Souza, da Subseção Judiciária de Tabatinga, aceitou a acusação e remitou o processo para o júri.
Além de Côlombia, outros quatro investigados são citados no caso. Amarildo da Costa Oliveira, que confessou o crime, Jefferson da Silva Lima, o Pelado, Jânio Freitas de Souza, apontado como braço direito de Côlombia, e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, são acusados de envolvimento.
Bruno Pereira e Dom Phillips foram vistos pela última vez em 5 de junho de 2022, na região do Vale do Javari. Os corpos foram localizados em 15 de junho, próximos ao Rio Ituí, conforme perícia da PF. Bruno recebeu disparos no tórax e cabeça; Dom, no tórax.
Segundo a denúncia, o crime teve motivação ligada à fiscalização que Bruno conduzia na região. Pouco antes de morrer, o indigenista teria coordenado apreensões de pescados e animais ilegais pertencentes ao núcleo criminoso.
A investigação aponta que Côlombia atuou na coordenação dos executores na véspera do crime, fornecendo embarcação, combustível, alimentação e munição para os disparos. O MPF aguarda manifestação sobre medidas cautelares diversas da prisão.
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