- A Polícia Federal deflagrou a Operação Gemini, nesta segunda-feira, 8 de junho, mirando o desembargador Dirceu dos Santos, do TJMT, o deputado Faissal Calil (PL) e o advogado Bruno Castro.
- Os investigados são suspeitos de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro; houve quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático.
- Faissal Calil afirmou à imprensa ter entregue celular e senha à PF e negou envolvimento com venda de sentenças; o deputado também disse não manter contato com o magistrado desde que saiu do Judiciário.
- O TJ do Mato Grosso não comentou as investigações até o momento.
- O caso envolve o CNJ: Dirceu dos Santos já tinha afastamento cautelar, com indícios de movimentação financeira superior ao salário, totalizando mais de R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos, contra rendimentos oficiais de R$ 1,9 milhão.
A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a Operação Gemini, targetando autoridades do TJMT por suspeita de venda de sentenças e lavagem de dinheiro. Entre os alvos estão o desembargador Dirceu dos Santos, o deputado Faissal Calil (PL) e o advogado Bruno Castro. A ação envolve corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro, com quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático.
Segundo a PF, os investigados teriam relação com a prática de atos de corrupção e intermediação de decisões por terceiros. As quebras de sigilo apontam movimentações financeiras relevantes nos últimos anos, associadas a atividades de advocacia administrativa.
Faissal Calil afirmou à imprensa ter entregue celular e senha à PF e negou envolvimento com venda de sentenças. O deputado disse não manter contato com o desembargador desde que deixou o TJ, após sua atuação como servidor público anterior.
O TJMT não se manifestou oficialmente sobre as investigações até o momento. A defesa de Dirceu dos Santos não comentou o caso, e não houve confirmação de outras pessoas envolvidas além dos já anunciados.
CNJ
Dirceu dos Santos já responde a processo no CNJ, que o afastou das funções no início de março devido a movimentações financeiras acima de valores compatíveis com o cargo. A controladoria identificou indicícios de recebimento de vantagens indevidas.
Conforme quebras de sigilo promovidas pelo CNJ, o magistrado movimentou mais de R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos, versus rendimentos oficiais de R$ 1,9 milhão no mesmo período. O afastamento cautelar permanece sem prazo definido.
A investigação continua para confirmar vínculos entre as partes e esclarecer eventual participação de terceiros na suposta intermediação de decisões judiciais. Não há informações sobre prisões até o momento.
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