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Governo Lula mira zerar filas do INSS antes das eleições para evitar desgaste

Governo Lula mira zerar a fila de pedidos represados do INSS até setembro, para apresentar resultado positivo antes das eleições e reduzir desgaste político

Sede do INSS em Brasília
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  • Governo federal pretende zerar os pedidos represados no INSS até o fim de setembro, antes das eleições, incluindo os que aguardam avaliação há mais de 45 dias.
  • Em maio, a fila total ficou em 2,2 milhões de pedidos, sendo 926 mil dentro do prazo de 45 dias e 765 mil atrasados (considerados pelo governo como fila).
  • Auxiliares do presidente Lopes Lula veem a redução da fila como contraponto ao escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias, ainda que já tenha havido ressarcimento de R$ 3,3 bilhões aos beneficiários.
  • A troca no comando do INSS, com a nomeação da nova presidente Ana Cristina Viana Silveira, faz parte de estratégia para acelerar concessões e reduzir o estoque de requerimentos.
  • Em março, o INSS aprovou 886 mil benefícios (alta de 54% ante março de 2025); em abril foram 739 mil, subindo 5,7% na comparação anual. O governo também informou reserva de 300 milhões de reais para pagamento de bônus a servidores até o fim do ano.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para zerar os pedidos represados no INSS até o fim de setembro, antes das eleições. A expectativa é eliminar o estoque de requerimentos que aguardam análise há mais de 45 dias.

Auxiliares do governo veem a redução da fila como estratégia para evitar desgaste durante a campanha, especialmente diante de denúncias sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O objetivo é apresentar a evolução da fila como contraponto a eventuais ataques oposicionistas.

Em maio, a fila total chegou a 2,2 milhões de pedidos. Desses, 926 mil estavam dentro do prazo de 45 dias e 500 mil aguardavam informações complementares. 765 mil continuam atrasados por mais de 45 dias, considerados prioridade para zerar.

Mudanças no INSS e metas

A gestão mudou com a demissão do presidente Gilberto Waller Júnior, em abril, após a deflagração de investigações. A nova presidente Ana Cristina Viana Silveira assumiu a direção para acelerar concessões e reduzir o estoque.

Apoiada por reforços, a pasta destinou recursos para pagamentos de bônus a servidores que aceleram análises. O governo informou a implementação de medidas para manter o fluxo de novas concessões sem retomar atrasos. Em maio, foram anunciados ajustes de gestão com foco na fila.

Custos e impacto operacional

Em março, o INSS aprovou 886 mil benefícios, alta de 54% frente a março de 2025. Em abril, foram 739 mil concessões, aumento de 5,7% na mesma base. O Planejamento informou reserva de 300 milhões de reais para bônus a servidores até o fim do ano, como incentivo à produtividade.

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