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Janja chama Malafaia de insignificante e cobra atuação de pastores progressistas

Janja afirma que Silas Malafaia é insignificante e cobra atuação de pastores progressistas para ampliar campanhas contra violência doméstica

Janja durante cerimônia de lançamento de pacto contra o feminicídio, no Palácio do Planalto, em fevereiro
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  • Janja da Silva chamou Silas Malafaia de insignificante durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, respondendo às críticas dele sobre encontros com mulheres evangélicas.
  • Ela destacou que o importante é ouvir e conversar, independentemente de quantas pessoas participaram das reuniões.
  • Pediu a atuação de pastores progressistas para reforçar campanhas de combate à violência doméstica e ao feminicídio, e defendeu uma disputa de narrativa em todos os espaços.
  • Afirmou a necessidade de “voltar para a igreja” e ocupar espaços pela fé, dizendo que não é uma disputa política, mas de princípios.
  • Contou que os encontros começaram para entender obstáculos das evangélicas em relação ao campo progressista e que as dificuldades são as mesmas, citando participação em Salvador, Caruaru e Harlem, em Nova York.

Janja da Silva, primeira-dama, rebateu críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia aos encontros que ela realiza com mulheres evangélicas. A resposta ocorreu durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, nesta segunda-feira. O momento reforçou a defesa do diálogo entre o governo e lideranças cristãs.

A dirigente afirmou que não considera Malafaia pastor e classificou o pastor como insignificante. Disse que o essencial é ouvir as mulheres, independentemente do número de participantes nas reuniões, sejam duas, três, 200 ou mil.

Ela defendeu a participação de pastores progressistas na mobilização social, especialmente em campanhas de combate à violência doméstica e ao feminicídio. Afirmou que a narrativa deve ocorrer em todos os espaços para não haver isolamento de agendas mais humanas.

Contexto das ações com evangélicas

Janja descreveu que os encontros começaram para entender as dificuldades apontadas por evangélicas em relação ao campo progressista. Contou que, com o tempo, percebeu que os obstáculos são comuns a mulheres de diferentes posições políticas, não existe uma barreira específica.

As declarações ocorreram após Janja participar de reunião realizada na Igreja Coletivação, em Ceilândia, Brasília, com a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. A Coletivação é ligada ao pastor Otávio Damichel, que já criticou Malafaia publicamente.

A primeira-dama destacou que o objetivo dos encontros é ouvir e mapear as dificuldades para ampliar uma presença efetiva do campo progressista entre as mulheres evangélicas. Ela mencionou que a postura é de princípio e ética, não de disputa apenas política.

Janja já realizou ações semelhantes em Salvador e Caruaru (PE) e chegou a participar de culto em Nova York, no Harlem, reforçando o esforço de diálogo com lideranças cristãs de diferentes contextos. Nos últimos anos, o segmento evangélico tem ocupado papel relevante na cena política brasileira.

Observa-se, no cenário, o peso estratégico das mulheres evangélicas para o pleito de outubro, em paralelo a disputas entre campos políticos. As ações de Janja visam ampliar o diálogo com esse eleitorado sem abrir mão de valores e princípios associados à fé.

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