- Marina Silva afirmou ao Poder360 que é preciso tratar evangélicos com respeito para reduzir resistência ao PT e ao governo de Lula, destacando direito de escolha dos eleitores.
- A declaração ocorreu durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT, em Brasília, organizado por diferentes núcleos do partido.
- Ela reforçou que, na democracia, as propostas e resultados devem guiar a decisão dos eleitores, independentemente de crenças.
- Marina disse que trabalhará por uma frente ampla, incluindo pessoas de diferentes crenças, mas não se reunirá com os chamados “escarnecedores” da Braskem nem com garimpeiros.
- Ela mencionou que não pretende dialogar com quem quer destruir a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica, em referência a grupos opositores ao meio ambiente.
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, respondeu a perguntas de uma entrevista publicada pelo Poder360 nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026. Ela defendeu tratar os evangélicos com respeito para reduzir resistência ao governo de Lula, em meio a aplitude de propostas eleitorais. A fala ocorreu durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT, em Brasília.
A ex-ministra participou do evento no prédio da sede nacional do PT, organizado pelo Setorial Nacional Inter-religioso, pelo Núcleo Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT e pela Fundação Perseu Abramo. Ela reforçou que a democracia permite escolhas livres, desde que com base nas propostas e nos resultados já alcançados.
Marina citou ainda que a eleição deve respeitar pessoas de diferentes crenças, com foco no diálogo e na proteção dos grupos mais vulneráveis. Em referência própria, afirmou que ninguém deve instrumentalizar a fé pela política ou a política pela fé.
Defesa do Meio Ambiente
A agenda ambiental ganhou espaço na fala de Marina, que enfatizou a construção de uma frente ampla. Ela disse que pretende dialogar com apoiadores e críticos, sem associar-se a setores considerados negativos por incluir garimpeiros, críticos de políticas e entidades empresariais associadas a danos ambientais.
Segundo a ex-ministra, o objetivo é chegar a um consenso que não envolva quem busca destruir ecossistemas como a Amazônia, o cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica. Ela destacou a necessidade de ampliar a participação de diversos grupos na construção de propostas.
Em maio, a pesquisa PoderData indicou desaprovação de 60% do governo Lula entre o eleitorado, alta de 4 pontos percentuais no estágio do terceiro mandato. Dados foram divulgados semanas antes do encontro.
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