- A PF deve ouvir nesta semana Augusto Lima, ex-sócio do Master, e um ex-diretor do BRB, no âmbito da Compliance Zero.
- Estão previstas ao menos cinco perguntas, incluindo responsáveis pela Tirreno, empresa usada pelo Master em esquemas de fraude e simulação de ativos financeiros.
- Lima já havia sido intimado em janeiro, mas o interrogatório foi cancelado após a defesa anunciar que ele ficaria em silêncio sem acesso aos autos e provas.
- Empregados do BRB com conhecimento das operações financeiras também devem ser ouvidos; o depoimento de Lima é visto como peça-chave nas fraudes associadas a Tirreno, Cartus e BRB.
- A PF também deve se reunir com a defesa de Vorcaro nesta semana para tratar do futuro da delação premiada.
A Polícia Federal deve colher nesta semana depoimentos de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e de um ex-diretor financeiro do BRB, no âmbito da operação Compliance Zero. Serão ao menos cinco interrogatórios, segundo fontes da PF.
Além de Lima, a PF também ouvirá responsáveis pela empresa Tirreno, apontada pela investigação como utilizada pelo Master em esquemas de fraude e de simulação de ativos financeiros. Os depoimentos integram o conjunto de diligências em curso.
O cronograma inclui, ainda, funcionários do Master e do BRB com conhecimento das operações, com foco em esclarecer vínculos entre as partes e as apurações de movimentações envolvendo Tirreno, Cartus e BRB.
Depoimentos previstos
Lima já havia sido intimado em janeiro, mas o interrogatório foi cancelado após a defesa anunciar que o testemunho ficaria em silêncio sem acesso integral aos autos. A PF busca esclarecer a participação dele no suposto esquema.
Em janeiro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, relatou cobrança a Daniel Vorcaro por informações sobre Tirreno, segundo relatos da época. A PF utiliza esse tipo de relato para compreender fluxos de informação entre as instituições.
O nome de Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, aparece em relatos ligados ao Palácio do Planalto e a desdobramentos políticos no início deste ano, conforme apurações de veículos de imprensa. A PF investiga possíveis ligações entre as partes envolvidas.
Além dos depoimentos, a PF programou uma reunião com a defesa de Daniel Vorcaro para tratar do futuro de uma eventual delação premiada, conforme informações já publicadas pela imprensa.
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