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Ex-estagiário do MP de SP é preso por usar sistema para localizar e extorquir PCC

Operação prende ex-estagiário do MP de São Paulo por uso de dados internos para extorquir membros do PCC; plano de atentado com arma pesada e carro blindado é apurado

Gabriel Lira de Jesus, ex
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  • Uma operação resultou no envolvimento de Gabriel Lira de Jesus, ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo, suspeito de usar o cargo para mapear e extorquir integrantes do PCC.
  • A investigação aponta infiltração planejada na Promotoria de Justiça Criminal de Campinas, com apoio de outros agentes públicos, incluindo um policial penal e um ex-policial civil.
  • O esquema envolvia oferecer proteção falsa em investigações em troca de dinheiro, usando a rede de um escritório de advocacia da região para as ações.
  • Houve plano para assassinato do promotor Amauri Silveira Filho, líder no combate às facções em Campinas, com uso de armamento pesado e carro blindado; foram cumpridos três mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão.
  • Informações sobre o atentado vieram de denúncia anônima; o esquema incluiu financiamento via venda de um carro Porsche e envolvia o empresário José Ricardo Ramos, da JR Ramos Transportes.

Uma operação policial prendeu o ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo, Gabriel Lira de Jesus, sob suspeita de usar o cargo para se aproximar, mapear e extorquir integrantes de uma das maiores facções criminosas do país. A investigação aponta infiltração em órgãos públicos e uso de sistemas internos para identificar alvos com alto poder econômico.

A apuração, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), aponta que Jesus ingressou na Promotoria de Justiça Criminal de Campinas com o objetivo de obter vantagens ilícitas. Durante o período, ele acessou bancos de dados e sistemas sigilosos para monitorar criminosos relevantes.

Além do ex-estagiário, a operação envolveu outros agentes públicos. Entre eles, um policial penal e um ex-policial civil já expulso por extorsão mediante sequestro. Eles teriam oferecido proteção em investigações em troca de dinheiro dos faccionados, com atuação a partir de um escritório de advocacia local.

Plano para assassinato e extorsão

O desdobramento também revelou um plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho, que comanda o combate a facções em Campinas há mais de uma década. Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em Campinas e Cardoso.

Os alvos incluíam o ex-estagiário e o investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira, ligados ao repasse de informações sensíveis. A ameaça ao promotor surgiu após investigações na casa de Maurício Silveira Zambaldi, proprietário da concessionária Dragão Motos, suspeita de lavar dinheiro para o grupo criminoso.

Denúncia anônima e detalhes do atentado

Uma denúncia anônima levou à descoberta do atentado. O informante informou que um veículo blindado seria modificado em Goiás para retirar bancos e instalar uma metralhadora de calibre pesado. O suposto financiamento viria da venda de um Porsche avaliado em quase R$ 1 milhão.

A investigação também aponta o envolvimento do empresário José Ricardo Ramos, proprietário da JR Ramos Transportes, no aparato financeiro do esquema. O juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal de Campinas, autorizou as prisões e classificou a conspiração como um plano macabro.

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