- A Polícia Federal ainda considera insuficiente a segunda proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro e deve recusá-la; a primeira versão já havia sido rejeitada.
- A defesa cita repasses para o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e a relação de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira, alvo de operação da PF em maio por suspeita de favorecer o Banco Master.
- Investigadores permanecem céticos, pois a proposta não traz fatos novos relevantes, e a defesa sinaliza que os repasses seriam “patrocínio” e não propina.
- A nova proposta também previa devolver mais dinheiro do que os R$ 40 bilhões apontados anteriormente, mas a PF não vê justificativas suficientes para ampliar o escopo das investigações.
- A PF deve informar a rejeição ainda nesta semana; a PGR ainda não se posicionou sobre a nova delação, e a decisão final depende de definição do STF pelo relator André Mendonça.
A Polícia Federal avalia que a segunda proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro continua insuficiente para ser aceita. A PF já havia rejeitado uma primeira versão do acordo.
A defesa de Vorcaro aponta repasses para o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e a relação com o senador Ciro Nogueira como pontos relevantes. Investigadores entendem que os relatos ainda não apresentam novos elementos.
A critique central é a ausência de fatos robustos que ampliem o alcance das investigações. A transação envolvendo uma empresa que não tem Vorcaro no registro e uma holding nos EUA, ligada a um advogado de Eduardo Bolsonaro, é examinada.
A PF também questiona a natureza dos recursos reivindicados, mencionando que a defesa sustenta um caráter de patrocínio em vez de propina. O senador Flávio Bolsonaro negou irregularidades em relação aos recursos.
Até o momento, a nova proposta não trouxe dados que justifiquem benefícios adicionais. A PF avalia que Vorcaro ainda não reconheceu crimes ligados a políticos e autoridades.
A tendência é que a PF comunique a rejeição da segunda proposta ainda nesta semana, antes do prazo de visitas de advogados na prisão vencer na próxima sexta.
A defesa de Vorcaro ainda não foi informada oficialmente da posição da PF, nem houve nova reunião com PF e PGR. A Procuradoria Geral da República permanece responsável pela decisão final sobre o acordo.
Entre na conversa da comunidade