- Graham Platner venceu a primária democrata ao Senado em Maine, ficando à frente de Janet Mills e David Costello.
- Mills suspendeu a campanha em abril, abrindo caminho para a vitória de Platner.
- Platner, de 41 anos, é fazendeiro de ostra e recebeu apoios de Bernie Sanders e Elizabeth Warren.
- A eleição geral será disputada contra a senadora republicana Susan Collins, em uma das campanhas mais caras do país.
- A campanha de Platner é marcada por controvérsias anteriores, incluindo posts antigos, uma tatuagem associada ao nazismo e relatos de ex-namoradas e mensagens sexuais.
Graham Platner, agricultor de ostra e progressista, venceu a indicação democrata ao Senado em Maine na terça-feira, segundo a Associated Press. A vitória confirma sua ida ao pleito geral contra a senadora Susan Collins, republicana em seu quinto mandato.
A eleição de Platner ocorre após a suspensão da campanha da governadora Janet Mills em abril, mantendo o estado como palco de uma das disputas mais caras do país. Maine é o único estado com assento republicano no Senado em jogo neste ano que, em 2024, foi favorável a Donald Trump.
Com 13% dos votos apurados, Platner liderava Mills por cerca de 74% a 19%, enquanto David Costello somava 7%. O resultado encerra uma trajetória de ascensão rápida para o neófito político, que atuou como chefe do porto de Sullivan, sua cidade natal.
Contexto da campanha
Platner foi apoiado pelos senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren. Sua comunicação direta e o perfil trabalhista ajudaram a consolidar o apoio entre distritos progressistas, em um momento de debates sobre o rumo do Partido Democrata.
Desdobramentos recentes
A candidatura enfrentou divulgações sobre publicações antigas nas redes sociais, as quais Platner pediu desculpas por já ter feito. Também houve notoriedade por uma tatuagem amplamente reconhecida como símbolo nazista e por relatos de ex-dates descrevendo comportamentos perturbadores. O candidato contestou as acusações e destacou mudanças em sua postura.
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