- O núcleo evangélico do PT divulgou um manifesto reforçando apoio à reeleição de Lula e buscando se reaproximar de eleitores religiosos.
- O grupo defende pautas defendidas pelo governo, como o fim da escala 6×1 e o combate ao feminicídio, sem mencionar aborto.
- Eles afirmam não transformar a religião em instrumento de manipulação política e criticam quem usa o Evangelho para negócios.
- O comunicado ocorreu dias após Flávio Bolsonaro participar da Marcha para Jesus; Lula não foi ao evento e enviou o advogado-geral da União, Jorge Messias, como representante.
- Os evangélicos petistas dizem não falar em nome de todas as denominações, mas representam um segmento que defende democracia, justiça social e proteção a grupos vulneráveis, rejeitando discriminação e racismo.
O núcleo evangélico do PT divulgou um comunicado nesta terça-feira reafirmando o apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O texto busca fortalecer a aproximação com um segmento do eleitorado que, segundo pesquisas, tende a votar em candidaturas de centro-direita.
Segundo o manifesto, há apoio a pautas de forte impacto popular defendidas pelo governo, como a criação de políticas de combate à violência contra a mulher e o fim de práticas que dificultem a participação democrática. O grupo também afirma que não representa todas as denominações, mas sim um segmento que usa a fé para refletir sobre democracia, justiça social e bem comum.
O PT critica tentativas de transformar a religião em instrumento de manipulação política e denuncia quem utiliza o evangelo para negócios, segundo o comunicado. O objetivo é esclarecer que o grupo não atua como bloco único, mas como uma corrente dentro da igreja.
O movimento reforça o enfrentamento à violência contra mulheres e a promoção de relações baseadas na igualdade e na dignidade. O texto destaca a proteção a crianças, idosos, pessoas com deficiência e povos historicamente vulneráveis, defendendo uma nação que intervenha para reduzir desigualdades.
Contexto adicional: a declaração acontece dias após Flávio Bolsonaro ter participado da Marcha para Jesus em São Paulo. Lula não compareceu ao evento e afirmou não fazer dele um palanque político, comunicando por meio do representante Jorge Messias.
No comunicado, o grupo enfatiza que a fé pode coexistir com críticas a discriminação, intolerância e racismo. A mensagem final convoca respeito à democracia e à justiça social, sem associar a religião a projetos partidários específicos. O texto não aborda temas polêmicos como o aborto.
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