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Santa Catarina reage contra a proibição do arrasto da tainha

Santa Catarina mobiliza prefeitos, pescadores e parlamentares contra fim antecipado da pesca de tainha por arrasto, citando impacto em 5 mil famílias

Da praia ao Senado: setores de Santa Catarina se mobilizam contra proibição federal do arrasto da tainha. (Foto: Acervo pessoal/Vitor Hugo Serpa)
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  • Mobilização de prefeituras, pescadores e parlamentares de Santa Catarina contra a decisão federal de encerrar antecipadamente a pesca da tainha por arrasto de praia, anunciada no domingo (7) para evitar o estouro das cotas de captura de 2026.
  • O governo federal justifica a suspensão após o arrasto de praia atingir noventa por cento da cota coletiva, como medida para a sustentabilidade da espécie e evitar ultrapassar o limite deste ano.
  • Florianópolis e Balneário Camboriú repudiaram a decisão, afirmando que a pesca artesanal é tradição centenária e sustenta cerca de cinco mil famílias.
  • Propostas para ajudar os pescadores incluem remanejar cotas não utilizadas por outros setores para Santa Catarina e apoiar a comercialização do peixe, já que o volume de capturas ficou recorde em algumas regiões.
  • As mobilizações ocorreram no litoral norte, incluindo a Praia de Bombas, em Bombinhas, e o senador Hermes Klann apresentou projeto para anular a portaria, defendendo critérios técnicos claros e a participação das comunidades afetadas.

O governo federal anunciou, neste domingo (7), o fim antecipado da pesca da tainha por arrasto de praia para evitar o estouro das cotas da safra 2026. A decisão mobilizou prefeituras, pescadores e parlamentares de Santa Catarina, que atuam para contestar a medida no litoral do estado.

O Ministério da Pesca e Aquicultura justificou a suspensão como medida de sustentabilidade, já que a modalidade atingiu 90% da cota coletiva permitida. A decisão visa evitar que o limite de captura para este ano seja extrapolado.

Cidades como Florianópolis e Balneário Camboriú expressaram repúdio e preocupação. Representantes municipais lembram que a pesca artesanal é tradição centenária e sustenta cerca de 5 mil famílias, especialmente no inverno.

Reações em Santa Catarina

Atos pacíficos ocorreram no litoral norte, incluindo a Praia de Bombas, em Bombinhas. Pescadores reivindicam a revisão do sistema de cotas, alegando concentração de capturas no sul do estado e prejuízos para trabalhadores do norte.

Propostas de apoio aos pescadores

Lideranças sugerem remanejamento de cotas não utilizadas por outros setores para o arrasto em Santa Catarina. Também solicitam ações de apoio à comercialização do peixe, diante de um volume recorde de capturas em algumas regiões.

Perspectiva no Senado

O senador Hermes Klann (PL-SC) apresentou projeto para anular a portaria interministerial que restringe a pesca. Ele argumenta que as medidas foram qualquer sem critérios técnicos claros e sem debate com as comunidades afetadas, defendendo a proteção da tradição e da segurança jurídica.

Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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